INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2022
Recém-nascido prematuro, sexo masculino, com 15 dias de idade gestacional corrigida, foi levado pela mãe ao ambulatório de cirurgia pediátrica, para avaliação de aumento da bolsa escrotal direita, o que piora com o choro. No exame, a criança estava tranquila, ativa e reativa, corada, hidratada, anictérica, com frequência cardíaca de 120 batimentos por minuto, ritmo cardíaco regular em 2 tempos, sem sopros, perfusão capilar < 2 s, frequência respiratória de 30 incursões respiratórias por minuto, eupneico, com murmúrio vesicular fisiológico. Abdome globoso, normotenso, peristáltico, sem visceromegalias. Bolsa escrotal direita aumentada de tamanho, conteúdo redutível, testículo palpável sem alterações, transiluminação negativa, espessamento do cordão espermático. Bolsa escrotal esquerda sem alterações, testículo palpável.A programação cirúrgica para essa patologia é
Hérnia inguinal em prematuro → cirurgia eletiva precoce devido ao alto risco de encarceramento e estrangulamento.
Em recém-nascidos prematuros, a hérnia inguinal indireta tem um risco significativamente maior de encarceramento e estrangulamento do que em crianças maiores. Por isso, a conduta é a correção cirúrgica eletiva logo após o diagnóstico, sem necessidade de exames de imagem adicionais para confirmação em casos típicos.
A hérnia inguinal indireta é uma das patologias cirúrgicas mais comuns na pediatria, especialmente em recém-nascidos prematuros, onde a incidência é maior devido à imaturidade do processo vaginal. A apresentação clínica clássica envolve um aumento intermitente ou persistente da região inguinal ou escrotal, que se torna mais evidente com o choro ou esforço e geralmente é redutível. A transiluminação negativa ajuda a diferenciar de hidrocele, enquanto o espessamento do cordão espermático é um sinal importante no exame físico. A fisiopatologia da hérnia inguinal indireta reside na persistência do processo vaginal, uma evaginação do peritônio que acompanha o testículo em sua descida para a bolsa escrotal. Em prematuros, o fechamento espontâneo do processo vaginal é menos provável, aumentando o risco de protrusão de conteúdo abdominal. O diagnóstico é predominantemente clínico, e a suspeita deve ser alta em qualquer lactente com aumento escrotal ou inguinal, especialmente se redutível. A ultrassonografia é reservada para casos atípicos ou para diferenciar de outras massas inguinais. A conduta para hérnia inguinal em prematuros e lactentes é a correção cirúrgica eletiva, preferencialmente logo após o diagnóstico. A justificativa para a intervenção precoce é o elevado risco de encarceramento (quando o conteúdo herniado não pode ser reduzido) e estrangulamento (quando há comprometimento vascular do conteúdo), que pode levar a complicações graves como necrose intestinal ou testicular. Não se deve aguardar a resolução espontânea, pois é rara e o risco de complicação supera os benefícios de postergar a cirurgia.
Os sinais incluem aumento intermitente ou persistente da bolsa escrotal ou região inguinal, que piora com o choro ou esforço e pode ser redutível. O espessamento do cordão espermático é um achado comum no exame físico.
A cirurgia é indicada precocemente devido ao alto risco de encarceramento e estrangulamento, que pode levar à isquemia testicular ou intestinal. A resolução espontânea é rara e o risco de complicação é maior em prematuros e lactentes jovens.
Em casos típicos, o diagnóstico de hérnia inguinal em crianças é clínico e não requer ultrassonografia para confirmação. O exame físico cuidadoso, com a palpação de um conteúdo redutível na região inguinal ou escrotal, é geralmente suficiente para a indicação cirúrgica.
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