PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2020
Em relação às Hérnias inguinais e à anatomia pertinente, analise as assertivas a seguir e assinale a alternativa CORRETA. I. Hérnias inguinais indiretas são congênitas, caracterizadas pela persistência do conduto peritôneo vaginal e são laterais aos vasos epigástricos inferiores.II. Hérnias inguinais indiretas são adquiridas, caracterizadas pela fraqueza da parede posterior inguinal e são laterais aos vasos epigástricos inferiores. III. Hérnias inguinais indiretas são congênitas, caracterizadas pela persistência do conduto peritôneo vaginal e são mediais aos vasos epigástricos superiores. IV. O trígono de Hasselbach tem os seguintes limites: borda lateral do músculo reto abdominal, ligamento inguinal e vasos epigástricos inferiores. V. De acordo com a classificação de Nyhus, a hérnia inguinal direta é a Nyhus 1.
Hérnia inguinal indireta → congênita, lateral aos vasos epigástricos inferiores, persistência do conduto peritônio vaginal.
As hérnias inguinais indiretas resultam da falha no fechamento do processo vaginal, sendo congênitas e localizadas lateralmente aos vasos epigástricos inferiores. O trígono de Hesselbach é uma área de fraqueza na parede posterior, delimitada pelo reto abdominal, ligamento inguinal e vasos epigástricos inferiores, onde as hérnias diretas geralmente ocorrem.
As hérnias inguinais são uma das patologias cirúrgicas mais comuns, exigindo um conhecimento aprofundado da anatomia da região inguinal para diagnóstico e tratamento adequados. Elas são classificadas principalmente em diretas e indiretas, com implicações distintas em sua etiologia e manejo. A compreensão dos marcos anatômicos, como o trígono de Hesselbach e a relação com os vasos epigástricos inferiores, é fundamental para diferenciar os tipos de hérnia e planejar a abordagem cirúrgica. A hérnia inguinal indireta é a mais comum, especialmente em crianças, e resulta da persistência do processo vaginal, um resquício embrionário. Ela emerge lateralmente aos vasos epigástricos inferiores, através do anel inguinal profundo. Em contraste, a hérnia inguinal direta é adquirida, mais frequente em idosos, e ocorre devido ao enfraquecimento da parede posterior do canal inguinal, medialmente aos vasos epigástricos inferiores, protruindo através do trígono de Hesselbach. A classificação de Nyhus é uma ferramenta essencial para categorizar essas hérnias, orientando a conduta terapêutica e o prognóstico. O manejo das hérnias inguinais é predominantemente cirúrgico, visando a redução do conteúdo herniário e o reparo do defeito da parede abdominal. A escolha da técnica (aberta ou laparoscópica, com ou sem tela) depende de fatores como o tipo de hérnia, idade do paciente, comorbidades e experiência do cirurgião. A identificação precisa do tipo de hérnia e dos seus limites anatômicos é crucial para evitar complicações e garantir um resultado cirúrgico satisfatório.
O trígono de Hesselbach é delimitado lateralmente pela borda do músculo reto abdominal, inferiormente pelo ligamento inguinal e medialmente pelos vasos epigástricos inferiores. É uma área de fraqueza onde as hérnias inguinais diretas tendem a ocorrer.
A hérnia inguinal indireta é congênita, lateral aos vasos epigástricos inferiores e resulta da persistência do conduto peritônio vaginal. A hérnia inguinal direta é adquirida, medial aos vasos epigástricos inferiores e protrui através do trígono de Hesselbach.
A classificação de Nyhus categoriza as hérnias inguinais com base em sua localização, tamanho do anel e presença de recorrência, auxiliando na escolha da técnica cirúrgica e na padronização da comunicação entre cirurgiões.
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