HAS - Hospital Adventista Silvestre (RJ) — Prova 2025
Uma hernia é definida como uma protusão anormal de um órgão ou tecido por um defeito de suas paredes circundantes. Embora possa ocorrer em vários locais do corpo, esses defeitos mais comumente envolvem a região inguinal. A imagem abaixo mostra uma etapa da cirurgia de correção de hérnia inguinal indireta pela técnica de Lichtenstein após a colocação da tela e se refere a:
Lichtenstein: após tela, fechamento da aponeurose do oblíquo externo sobre o cordão espermático.
A técnica de Lichtenstein para correção de hérnia inguinal indireta é um reparo sem tensão que utiliza uma tela protética. Após a colocação da tela para reforçar a parede posterior do canal inguinal, a etapa subsequente é o fechamento da aponeurose do músculo oblíquo externo, que é suturada sobre o cordão espermático, restaurando a anatomia da região.
A hérnia inguinal é uma das condições cirúrgicas mais comuns, definida como a protusão anormal de um órgão ou tecido através de um defeito na parede abdominal na região inguinal. A hérnia inguinal indireta é a mais frequente, ocorrendo através do anel inguinal profundo e seguindo o trajeto do cordão espermático. A correção cirúrgica é o tratamento definitivo, e diversas técnicas foram desenvolvidas ao longo do tempo. A técnica de Lichtenstein é atualmente o padrão ouro para o reparo de hérnias inguinais, especialmente as indiretas, devido à sua eficácia e baixa taxa de recidiva. É classificada como um reparo "sem tensão" (tension-free repair), pois utiliza uma tela protética (geralmente de polipropileno) para reforçar a parede posterior do canal inguinal, em vez de suturar tecidos sob tensão. Após a dissecção do saco herniário (e sua ligadura ou invaginação) e a colocação da tela, que é fixada ao ligamento inguinal e aos músculos oblíquo interno e transverso, a etapa final é o fechamento das estruturas superficiais. A imagem descrita na questão refere-se ao fechamento da aponeurose do músculo oblíquo externo. Esta aponeurose é suturada sobre o cordão espermático (que é reposicionado em sua posição anatômica), restaurando a integridade do canal inguinal e cobrindo a tela protética. É fundamental que o fechamento seja realizado de forma a não comprimir excessivamente o cordão espermático, evitando complicações como atrofia testicular ou dor crônica. O conhecimento detalhado da anatomia da região inguinal e da sequência cirúrgica é essencial para o residente que busca dominar a técnica.
A técnica de Lichtenstein é um reparo de hérnia inguinal sem tensão, que utiliza uma tela protética de polipropileno para reforçar a parede posterior do canal inguinal, reduzindo a taxa de recidiva.
O fechamento da aponeurose do músculo oblíquo externo é uma etapa final crucial na técnica de Lichtenstein, pois restaura a anatomia do canal inguinal e cobre a tela, protegendo-a e contribuindo para a estabilidade do reparo.
A principal diferença é o uso da tela para um reparo "sem tensão", contrastando com técnicas mais antigas (como Shouldice ou Bassini) que dependiam de suturas para aproximar tecidos, gerando tensão e maior risco de recidiva.
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