UFPR/HC - Complexo Hospital de Clínicas da UFPR (PR) — Prova 2022
A hérnia abdominal mais comum na mulher e a hérnia abdominal mais comum no homem são, respectivamente:
Hérnia inguinal indireta = Mais comum em homens E mulheres.
A hérnia inguinal indireta é a forma mais prevalente de hérnia da parede abdominal em ambos os sexos, sendo congênita e resultante da persistência do processo vaginal. Embora a hérnia femoral seja relativamente mais comum em mulheres do que em homens, a inguinal indireta ainda supera sua incidência no sexo feminino.
As hérnias da parede abdominal são condições cirúrgicas comuns, caracterizadas pela protrusão de um órgão ou tecido através de um orifício ou área de fraqueza na parede muscular. A compreensão de sua epidemiologia e anatomia é fundamental para o diagnóstico e manejo adequados. As hérnias inguinais são as mais frequentes, dividindo-se em indiretas e diretas. A hérnia inguinal indireta é a mais prevalente em ambos os sexos. Ela é considerada congênita, resultando da persistência do processo vaginal, uma invaginação do peritônio que normalmente se oblitera. Em homens, acompanha o cordão espermático; em mulheres, o ligamento redondo. A hérnia femoral, embora mais comum em mulheres do que em homens, ainda é menos frequente que a hérnia inguinal indireta no sexo feminino. O diagnóstico é primariamente clínico, com exame físico cuidadoso. O tratamento é cirúrgico, visando a redução do conteúdo herniário e o reparo do defeito da parede abdominal para prevenir complicações como encarceramento e estrangulamento. A escolha da técnica cirúrgica depende de fatores como o tipo de hérnia, tamanho, idade do paciente e comorbidades.
A hérnia inguinal indireta passa pelo anel inguinal profundo (lateral aos vasos epigástricos inferiores) e segue o cordão espermático/ligamento redondo, enquanto a direta protrui diretamente pela parede posterior do canal inguinal (triângulo de Hesselbach), medial aos vasos epigástricos inferiores.
A hérnia inguinal indireta é a mais comum por ser congênita, resultante da falha no fechamento do processo vaginal, que é uma invaginação do peritônio que acompanha a descida do testículo (no homem) ou do ligamento redondo (na mulher).
Fatores de risco incluem aumento da pressão intra-abdominal (tosse crônica, constipação, levantamento de peso), obesidade, gravidez, idade avançada, tabagismo e condições que enfraquecem a parede abdominal.
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