UFCSPA - Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (RS) — Prova 2025
Em relação ao tratamento cirúrgico das hérnias inguinais, assinale a alternativa CORRETA:
Hérnia estrangulada + ressecção intestinal → Evitar tela (alto risco de infecção) → Reparo tecidual.
Em campos cirúrgicos contaminados ou infectados (como na necrose intestinal), o uso de próteses sintéticas é contraindicado devido ao risco de infecção da tela.
O tratamento das hérnias inguinais evoluiu para o uso rotineiro de telas (Lichtenstein), que reduziu as taxas de recidiva para menos de 1-2%. No entanto, o julgamento clínico é crucial na urgência. Se houver estrangulamento sem necrose (apenas isquemia reversível), alguns cirurgiões ainda utilizam tela. Se houver necessidade de ressecção intestinal, o risco de infecção do sítio cirúrgico é proibitivo para próteses permanentes, exigindo reparos anatômicos com sutura.
A presença de necrose ou perfuração intestinal caracteriza um campo contaminado ou infectado. O polipropileno (tela) atua como um corpo estranho que facilita a colonização bacteriana, levando a infecções crônicas, fístulas e necessidade de reoperação para retirada da tela.
A hérnia indireta ocorre lateralmente aos vasos epigástricos inferiores, através do anel inguinal profundo. A hérnia direta ocorre medialmente aos vasos epigástricos, no triângulo de Hesselbach, por fraqueza da parede posterior.
Sim, em cirurgias eletivas e limpas, pois o reparo sem tensão reduz drasticamente a recidiva. Contudo, em situações de urgência com contaminação, as técnicas teciduais (como Shouldice ou McVay) são preferíveis.
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