FMC/HEAA - Faculdade de Medicina de Campos - Hospital Álvaro Alvim (RJ) — Prova 2020
Um paciente do sexo masculino, tabagista, é submetido a tratamento operatório emergencial por hérnia do tipo Nyhuslllb estrangulada, com necessidade de ressecção de segmento ileal. A alternativa técnica de reforço da parede abdominal a ser evitada, neste caso, é:
Hérnia estrangulada + ressecção intestinal → evitar tela (Lichtenstein) devido a risco de infecção.
Em casos de hérnia estrangulada com contaminação intra-abdominal (como ressecção intestinal), o uso de telas protéticas (como na técnica de Lichtenstein) é contraindicado devido ao elevado risco de infecção do material protético, que pode levar a complicações graves e falha do reparo. Nesses cenários, preferem-se reparos teciduais.
A hérnia inguinal estrangulada é uma emergência cirúrgica que exige intervenção imediata para prevenir necrose intestinal e sepse. Quando há estrangulamento com comprometimento da viabilidade intestinal, a ressecção do segmento afetado é necessária, transformando o campo cirúrgico em potencialmente contaminado ou francamente contaminado. A escolha da técnica de reparo da parede abdominal nesse cenário é crucial para o sucesso do tratamento e prevenção de complicações. A técnica de Lichtenstein, embora seja o padrão-ouro para o reparo eletivo de hérnias inguinais devido à sua baixa taxa de recorrência e ser "tension-free", utiliza uma tela protética. O uso de qualquer material protético em um campo cirúrgico contaminado é fortemente desaconselhado, pois aumenta drasticamente o risco de infecção da tela, formação de fístulas e necessidade de reoperação. A infecção da tela é uma complicação grave e de difícil manejo. Nesses casos de contaminação, as técnicas de reparo tecidual, como Bassini, Shouldice ou McVay, são as mais indicadas. Embora possam apresentar uma taxa de recorrência ligeiramente maior em comparação com os reparos com tela em cenários eletivos, o benefício de evitar uma infecção protética supera esse risco em emergências contaminadas. A decisão deve sempre ponderar o risco de infecção versus o risco de recorrência, priorizando a segurança do paciente em um ambiente de emergência.
A técnica de Lichtenstein utiliza uma tela protética. Em um campo cirúrgico contaminado por ressecção intestinal, o risco de infecção da tela é muito alto, podendo levar a complicações graves como abscesso e fístula.
Em situações de contaminação, são preferíveis as técnicas de reparo tecidual, que não utilizam material protético, como Bassini, Shouldice ou McVay, para minimizar o risco de infecção.
A classificação de Nyhus é comumente usada, categorizando as hérnias com base em tamanho, localização e se são primárias ou recorrentes. Nyhus IIIb refere-se a hérnias inguinais diretas grandes que destroem o assoalho inguinal, indicando uma hérnia complexa.
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