São Leopoldo Mandic - Faculdade de Medicina (SP) — Prova 2025
No tratamento de uma hérnia inguinal estrangulada, qual é a conduta mais apropriada?
Hérnia inguinal estrangulada → intervenção cirúrgica URGENTE para prevenir isquemia e necrose.
A hérnia inguinal estrangulada é uma emergência cirúrgica devido ao risco iminente de isquemia e necrose do conteúdo herniário, que pode levar a sepse e óbito. A intervenção rápida é essencial para preservar a viabilidade do tecido e evitar complicações graves.
A hérnia inguinal é uma condição comum, mas suas complicações, como o estrangulamento, representam uma emergência cirúrgica grave. O estrangulamento ocorre quando o suprimento sanguíneo do conteúdo herniário (geralmente intestino) é comprometido, levando à isquemia e, se não tratada rapidamente, à necrose. Essa condição é caracterizada por dor intensa, sinais inflamatórios locais e, frequentemente, sintomas sistêmicos como náuseas e vômitos, que indicam a gravidade do quadro. O diagnóstico precoce é fundamental e baseia-se na história clínica, exame físico e, por vezes, exames de imagem complementares. A distinção entre hérnia redutível, encarcerada e estrangulada é crucial para a tomada de decisão. Enquanto hérnias redutíveis podem ser tratadas eletivamente e algumas encarceradas podem ser tentadas a redução manual (com cautela), a hérnia estrangulada exige intervenção cirúrgica imediata. O atraso no tratamento aumenta exponencialmente o risco de complicações como perfuração intestinal, peritonite, sepse e óbito. A conduta cirúrgica visa liberar o conteúdo herniário, avaliar sua viabilidade e, se necessário, ressecar segmentos necróticos. A reparação da parede abdominal é realizada após a resolução da emergência. Para residentes, é vital reconhecer os sinais de estrangulamento, entender a fisiopatologia e agir prontamente, pois a sobrevida do paciente e a preservação do órgão dependem de uma decisão e intervenção rápidas e eficazes.
Os sinais incluem dor intensa e súbita na região da hérnia, endurecimento e sensibilidade da massa herniária, eritema local, e sintomas sistêmicos como náuseas, vômitos, febre e taquicardia, indicando isquemia ou necrose.
A hérnia encarcerada é irredutível, mas não apresenta comprometimento vascular do conteúdo. Já a hérnia estrangulada é uma forma mais grave da encarcerada, onde há comprometimento do suprimento sanguíneo, levando a isquemia e risco de necrose.
A cirurgia é urgente para restaurar o suprimento sanguíneo do conteúdo herniário, que está isquêmico devido à compressão. Isso previne a necrose do intestino ou de outros órgãos, perfuração, peritonite e sepse, que podem ser fatais.
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