Santa Casa de Alfenas - Casa de Caridade (MG) — Prova 2020
Paciente masculino de 2 anos é atendido no Pronto Socorro com história de episódio de dor importante em fossa ilíaca direita acompanhada de náuseas e mitos, com melhora espontânea. No exame clínico apresenta abaulamento indolor na região inguinal direita, onde se nota, também, hiperemia cutânea. melhor conduta no momento é
Criança com hérnia inguinal encarcerada e sinais inflamatórios → herniorrafia imediata.
Em crianças, uma hérnia inguinal com história de dor e sinais de inflamação local (hiperemia) sugere encarceramento ou até estrangulamento, mesmo com melhora da dor. A conduta é a herniorrafia inguinal imediata para prevenir isquemia intestinal.
A hérnia inguinal é uma condição comum na pediatria, especialmente em meninos. A principal preocupação é o encarceramento, que ocorre quando o conteúdo herniário (geralmente alça intestinal) fica preso no saco herniário, e o estrangulamento, que é a isquemia do conteúdo encarcerado. No caso apresentado, a história de dor importante com melhora espontânea, seguida por um abaulamento indolor com hiperemia cutânea, é altamente sugestiva de um episódio de encarceramento que pode ter evoluído para estrangulamento ou, no mínimo, deixou um processo inflamatório local. A melhora da dor pode ser enganosa, indicando necrose nervosa ou resolução parcial do encarceramento, mas a hiperemia é um sinal de alerta. A conduta mais segura e apropriada é a herniorrafia inguinal imediata. Tentar a redução manual em um contexto de sinais inflamatórios é contraindicado devido ao risco de empurrar um segmento intestinal isquêmico ou necrótico para dentro da cavidade abdominal, resultando em peritonite. A cirurgia de urgência permite avaliar a viabilidade do conteúdo herniário e realizar o reparo definitivo.
Sinais de estrangulamento incluem dor intensa e persistente, abaulamento irredutível, hiperemia e edema local, febre, vômitos biliosos, distensão abdominal e sinais de sepse.
A herniorrafia imediata é crucial para evitar a progressão do encarceramento para o estrangulamento, que pode levar à isquemia e necrose do conteúdo herniário (geralmente alça intestinal), resultando em perfuração e peritonite.
A redução manual pode ser tentada em hérnias encarceradas sem sinais de estrangulamento (sem hiperemia, dor intensa ou toxicidade), geralmente após sedação e analgesia, mas sempre com cautela e sob observação.
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