IPSEMG - Instituto de Previdência dos Servidores de Minas Gerais — Prova 2024
Menino de 4 meses apresenta choro intenso há 2 horas. Mãe nega que a criança tenha apresentado vômitos ou febre e refere que ela evacuou pastoso há 3 horas. Ao exame físico, está em bom estado geral, ativo, irritado e choroso. Abdome encontra-se normotenso, RHA presentes, sem sinais de irritação peritoneal. Há abaulamento fixo entre fossa ilíaca e topografia inguinal direita. Testículos tópicos bilateralmente. O diagnóstico é de hérnia inguinal direita
Hérnia inguinal encarcerada em lactente → tentativa de redução manual imediata antes da cirurgia.
Em lactentes, a hérnia inguinal encarcerada é uma emergência comum. A tentativa de redução manual é a primeira linha de tratamento, visando evitar a progressão para estrangulamento e a necessidade de cirurgia de emergência, que aumenta a morbidade.
A hérnia inguinal é uma condição comum na pediatria, especialmente em lactentes, sendo mais frequente em meninos e no lado direito. A forma encarcerada, onde o conteúdo herniário fica preso e não retorna à cavidade abdominal, é uma emergência cirúrgica que exige atenção imediata para evitar complicações graves como o estrangulamento e a necrose intestinal. O diagnóstico da hérnia inguinal encarcerada é clínico, baseado na história de choro súbito e irritabilidade, associado à presença de um abaulamento fixo e doloroso na região inguinal. É crucial diferenciar a hérnia encarcerada da estrangulada, onde há comprometimento vascular. A tentativa de redução manual é a primeira abordagem para a hérnia encarcerada, realizada com técnica adequada e, se necessário, com sedação e analgesia. Se a redução manual for bem-sucedida, a cirurgia eletiva pode ser agendada. No entanto, se a redução falhar ou houver sinais de estrangulamento, a herniorrafia de emergência é imperativa para preservar a viabilidade do conteúdo herniário e prevenir morbidade e mortalidade. O acompanhamento pós-redução é essencial para monitorar a criança e planejar a correção definitiva.
Os sinais incluem choro intenso e irritabilidade, recusa alimentar, vômitos e um abaulamento fixo e doloroso na região inguinal que não se reduz espontaneamente. A palpação pode revelar uma massa tensa e dolorosa.
A conduta inicial é a tentativa de redução manual, realizada com manobras suaves e progressivas, após sedação adequada e analgesia, se necessário, em ambiente hospitalar. O objetivo é evitar o estrangulamento.
A hérnia é considerada estrangulada quando há comprometimento vascular do conteúdo herniário, manifestado por dor intensa, sinais de toxicidade sistêmica, eritema e endurecimento do abaulamento, e ausência de redução manual. Isso requer cirurgia de emergência.
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