UNIFESO/HCTCO - Hospital das Clínicas de Teresópolis Costantino Ottaviano (RJ) — Prova 2020
Lactente, 2 meses, sexo masculino, procura atendimento médico com quadro de choro intenso e abaulamento em região inguinal esquerda há cerca de 3 horas. Assinale a alternativa que apresenta o diagnóstico mais provável e tratamento imediato indicado:
Lactente com abaulamento inguinal doloroso e choro intenso → Hérnia inguinal encarcerada; tentar redução manual.
Em lactentes, um abaulamento inguinal doloroso e irredutível, acompanhado de choro intenso, sugere hérnia inguinal encarcerada. A redução manual é a primeira tentativa de tratamento, desde que não haja sinais de estrangulamento, para evitar a progressão para isquemia e necrose.
A hérnia inguinal é uma condição comum na pediatria, especialmente em lactentes, com maior incidência em meninos e prematuros. Ela ocorre devido à persistência do processo vaginal, permitindo que conteúdo abdominal (geralmente intestino ou ovário) se projete para o canal inguinal. A complicação mais temida é o encarceramento, onde o conteúdo herniado fica preso e não pode ser reduzido, e o estrangulamento, que envolve isquemia e necrose do conteúdo. O diagnóstico de hérnia inguinal encarcerada em lactentes é clínico, baseado na presença de um abaulamento inguinal doloroso, irredutível, acompanhado de irritabilidade, choro intenso e, por vezes, sintomas gastrointestinais como vômitos. É crucial diferenciar o encarceramento do estrangulamento, pois este último exige cirurgia imediata. Sinais de estrangulamento incluem alterações na coloração da pele sobre a hérnia (eritema, cianose), dor desproporcional, febre e sinais sistêmicos de sepse. O tratamento imediato para hérnia inguinal encarcerada sem sinais de estrangulamento é a redução manual. Este procedimento deve ser realizado com o lactente sedado e relaxado, aplicando-se pressão suave e constante. Se a redução for bem-sucedida, a cirurgia pode ser agendada eletivamente. No entanto, se houver sinais de estrangulamento, falha na redução manual ou recorrência rápida após a redução, a cirurgia de emergência é indicada para evitar complicações graves como necrose intestinal ou testicular.
Os sinais incluem um abaulamento inguinal irredutível, doloroso ao toque, choro intenso, irritabilidade, recusa alimentar e, em casos mais avançados, vômitos e distensão abdominal.
A redução manual deve ser feita com o paciente sedado e relaxado, aplicando-se pressão suave e constante no saco herniário em direção ao anel inguinal profundo, geralmente para cima e para fora.
Sinais de estrangulamento incluem eritema ou cianose da pele sobre a hérnia, dor intensa e persistente, febre, letargia, vômitos biliosos e sinais de sepse, indicando isquemia do conteúdo herniado.
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