SES-DF - Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal — Prova 2026
Um paciente de 68 anos de idade buscou atendimento em razão de dor inguinal intensa e tumoração não redutível há 6 horas. Ao exame, apresentou FC = 108 bpm, FR = 20 irpm e saturação = 97%, sem sinais de peritonite. Diagnóstico: hérnia inguinal encarcerada. Considerando o caso clínico apresentado, assinale a alternativa que corresponde à correta conduta a ser adotada:
Hérnia encarcerada > 6h ou com sinais de sofrimento → Hernioplastia de urgência.
Hérnias não redutíveis (encarceradas) exigem intervenção cirúrgica de urgência para prevenir isquemia intestinal e necrose, especialmente após falha de redução manual ou tempo prolongado.
O manejo das hérnias inguinais na urgência foca na prevenção da isquemia intestinal. Pacientes com encarceramento agudo devem ser avaliados quanto ao tempo de evolução e sinais de gravidade. A taquicardia no caso clínico sugere dor intensa ou resposta inflamatória inicial. A conduta definitiva é a exploração cirúrgica para avaliar a viabilidade do conteúdo herniário e realizar o reforço da parede posterior.
A hérnia encarcerada é aquela que não pode ser reduzida manualmente para a cavidade abdominal, mas ainda mantém suprimento sanguíneo. Já a hérnia estrangulada apresenta comprometimento vascular da alça herniada, evoluindo para isquemia e necrose. Clinicamente, o estrangulamento costuma cursar com dor intensa, sinais inflamatórios locais (calor, rubor) e sistêmicos (febre, leucocitose, peritonite).
A manobra de redução é contraindicada na presença de sinais de estrangulamento, como peritonite, instabilidade hemodinâmica, obstrução intestinal prolongada ou sinais inflamatórios na pele sobre o saco herniário. Reduzir uma alça potencialmente necrótica pode levar à peritonite generalizada e sepse.
A técnica depende da viabilidade da alça e da presença de contaminação. Em casos limpos, a técnica de Lichtenstein (com tela) é o padrão-ouro. Se houver necrose intestinal e contaminação (estrangulamento), o uso de tela é controverso e técnicas teciduais (como Bassini ou Shouldice) podem ser preferidas.
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