Hérnia Encarcerada Reduzida: Conduta Cirúrgica Essencial

AMS - Autarquia Municipal de Saúde de Apucarana (PR) — Prova 2020

Enunciado

Homem, 60 anos, com diagnóstico de hérnia inguinal direita há dois anos, sempre redutível, passou a apresentar, nas últimas vinte e quatro horas, parada de eliminação de flatos e fezes, dor mais intensa em fosse ilíaca direita e distensão abdominal. Durante a indução anestésica para tratamento cirúrgico ocorreu redução espontânea da hérnia. Neste momento está indicado:

Alternativas

  1. A) Suspender a cirurgia e manter o paciente internado pra avaliar a normalização dotrânsito intestinal.
  2. B)  Manter a cirurgia e fazer apenas a correção da hérnia, já que o encarceramento estáresolvido.
  3. C)  Suspender a cirurgia e solicitar ultrassonografia de abdome para exploração deestrangulamento.
  4. D)  Manter a cirurgia para exploração da cavidade abdominal pela possibilidade deestrangulamento.

Pérola Clínica

Hérnia encarcerada com redução espontânea durante indução anestésica → exploração cirúrgica obrigatória por risco de alça estrangulada.

Resumo-Chave

A redução espontânea de uma hérnia encarcerada, especialmente após um período de sintomas obstrutivos e dor intensa, não exclui a possibilidade de estrangulamento e necrose de uma alça intestinal que retornou à cavidade. A exploração cirúrgica é fundamental para evitar complicações graves como peritonite.

Contexto Educacional

A hérnia inguinal é uma condição comum, mas pode evoluir para complicações graves como o encarceramento e o estrangulamento. O encarceramento ocorre quando o conteúdo herniário não pode ser reduzido manualmente para a cavidade abdominal, enquanto o estrangulamento implica em comprometimento vascular da alça herniada, com risco de isquemia e necrose. É crucial para o residente reconhecer a gravidade dessas situações. Em casos de hérnia encarcerada com sintomas de obstrução intestinal e dor intensa, a redução espontânea durante a indução anestésica não garante a resolução do problema. A fisiopatologia subjacente pode envolver uma alça intestinal já comprometida vascularmente que retorna à cavidade, ocultando a lesão. A suspeita deve ser alta para estrangulamento, mesmo com a redução. A conduta correta nestes cenários é manter a cirurgia e realizar a exploração da cavidade abdominal. Isso permite a identificação de alças isquêmicas ou necrosadas, prevenindo peritonite e sepse. O prognóstico depende da rapidez na identificação e tratamento da complicação, sendo a exploração um passo fundamental para a segurança do paciente.

Perguntas Frequentes

Quais os sinais de estrangulamento em hérnia inguinal?

Os sinais de estrangulamento incluem dor intensa e persistente, sinais de obstrução intestinal (parada de flatos e fezes, distensão abdominal), taquicardia, febre e leucocitose.

Por que a redução espontânea de uma hérnia encarcerada não exclui a cirurgia?

Uma alça intestinal já isquêmica ou necrosada pode ter retornado à cavidade abdominal, levando a peritonite e sepse se não for identificada e tratada cirurgicamente.

Qual a diferença entre hérnia encarcerada e estrangulada?

Hérnia encarcerada é irredutível, mas com suprimento sanguíneo preservado. Hérnia estrangulada é encarcerada com comprometimento vascular, levando à isquemia e necrose do conteúdo herniário.

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