Hérnia Inguinal Encarcerada: Conduta de Urgência e Manejo

HFASP - Hospital de Força Aérea de São Paulo — Prova 2021

Enunciado

Homem, 67 anos, procurou o serviço de emergência devido a dor e abaulamento na região inguinal direita há 2 horas, após esforço. Nega vômitos e alterações do hábito intestinal. Antecedentes de tabagismo e infarto agudo do miocárdio há 2 anos. Faz uso de aspirina 100mg/dia, atenolol e atorvastatina. Realizou há 2 meses exame de ecocardiograma que mostrou disfunção sistólica com fração de ejeção de 40%. Ao exame clínico, encontra-se em bom estado geral com abdome flácido, indolor e abaulamento na região inguinal direita. Realizado diagnóstico de hérnia inguinal. Qual é a conduta neste momento?

Alternativas

  1. A) Cirurgia de urgência por inguinotomia sem redução da hérnia.
  2. B) Não reduzir a hérnia e correção eletiva após suspensão da aspirina.
  3. C) Redução da hérnia e cirurgia por inguinotomia após 48 horas.
  4. D) Redução da hérnia e acompanhamento ambulatorial.

Pérola Clínica

Hérnia inguinal aguda irredutível → cirurgia de urgência, mesmo sem sinais de estrangulamento.

Resumo-Chave

Hérnias inguinais agudas que não são redutíveis manualmente (encarceradas) requerem avaliação cirúrgica urgente. Mesmo na ausência de sinais clássicos de estrangulamento (vômitos, dor intensa, sinais de peritonite), a irredutibilidade por si só é uma indicação para cirurgia de urgência para evitar progressão para estrangulamento e necrose.

Contexto Educacional

A hérnia inguinal é uma condição comum, especialmente em homens idosos, caracterizada pela protrusão de conteúdo abdominal através de um ponto fraco na parede inguinal. Sua importância clínica reside nas complicações potenciais, como encarceramento e estrangulamento, que podem levar a morbidade e mortalidade significativas. O encarceramento ocorre quando o conteúdo herniário fica preso e não pode ser reduzido manualmente. Embora nem toda hérnia encarcerada esteja estrangulada (com comprometimento vascular), a irredutibilidade é um sinal de alerta. A suspeita diagnóstica é clínica, com dor e abaulamento irredutível na região inguinal. A conduta para hérnia inguinal encarcerada é a redução manual, se possível. Se a redução não for bem-sucedida ou houver sinais de estrangulamento (dor intensa, sinais de obstrução intestinal, febre, taquicardia, peritonite), a cirurgia de urgência é imperativa para evitar isquemia e necrose intestinal. A cirurgia eletiva é indicada para hérnias redutíveis.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais de uma hérnia inguinal encarcerada?

Os sinais incluem dor e abaulamento na região inguinal que não pode ser reduzido manualmente. Pode haver ou não sinais de obstrução intestinal ou estrangulamento, como vômitos e dor abdominal difusa.

Qual a conduta inicial para uma hérnia inguinal irredutível?

A conduta inicial é a tentativa de redução manual, se não houver sinais de estrangulamento. Se a redução falhar ou houver sinais de estrangulamento, a cirurgia de urgência é imperativa.

Quando a cirurgia de hérnia inguinal é considerada de urgência?

A cirurgia é de urgência em casos de hérnia encarcerada irredutível, com ou sem sinais de estrangulamento (isquemia intestinal), para prevenir complicações graves como necrose e perfuração intestinal.

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