Hérnia Inguinal Encarcerada: Manejo de Urgência

HSL/Sírio - Hospital Sírio-Libanês (SP) — Prova 2024

Enunciado

Paciente de 62 anos é internado por hérnia inguinoescrotal direita encarcerada com hiperemia e dor intensa. Refere vômitos e nega febre. Abdome distendido, sem peritonismo. P: 95 bpm, PA: 110 x 80 mmHg. Nega cirurgias prévias. Tabagista. A conduta, dentre as abaixo, deve ser:

Alternativas

  1. A) Laparotomia de urgência.
  2. B) Tomografia com contraste venoso e oral.
  3. C) Redução da hérnia sob analgesia com morfina na sala de emergência.
  4. D) Inguinotomia de urgência.
  5. E) Redução da hérnia sob sedação no centro cirúrgico.

Pérola Clínica

Hérnia encarcerada com sinais inflamatórios locais e dor intensa → Inguinotomia de urgência para avaliar viabilidade intestinal.

Resumo-Chave

A presença de hiperemia e dor intensa em uma hérnia encarcerada, mesmo sem peritonismo franco, sugere fortemente estrangulamento ou isquemia intestinal. Nesses casos, a redução manual é contraindicada e a cirurgia de urgência (inguinotomia) é mandatória para avaliação da viabilidade do conteúdo herniado e ressecção, se necessário.

Contexto Educacional

A hérnia inguinal encarcerada é uma condição cirúrgica de emergência que ocorre quando o conteúdo herniário fica preso no saco herniário e não pode ser reduzido manualmente. É uma complicação comum das hérnias inguinais, com risco de progressão para estrangulamento, onde o suprimento sanguíneo do conteúdo herniado é comprometido, levando à isquemia e necrose. A incidência de hérnias inguinais é maior em homens e a encarceramento é uma das principais causas de cirurgia de emergência abdominal. O diagnóstico de hérnia encarcerada é clínico, baseado na história de uma massa irredutível na região inguinal ou escrotal, acompanhada de dor. Sinais de estrangulamento, como dor intensa e persistente, hiperemia local, vômitos e distensão abdominal, indicam isquemia e a necessidade de intervenção imediata. A ausência de peritonismo não exclui o estrangulamento inicial. A conduta para hérnia encarcerada depende da presença de sinais de estrangulamento. Se não houver sinais de estrangulamento, pode-se tentar a redução manual. No entanto, se houver sinais de isquemia ou estrangulamento, como no caso descrito, a cirurgia de urgência (inguinotomia) é imperativa para avaliar a viabilidade do conteúdo herniado e realizar a ressecção de alças necróticas, se necessário, antes de proceder ao reparo da hérnia. O prognóstico depende da rapidez do diagnóstico e da intervenção.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais de estrangulamento em uma hérnia encarcerada?

Sinais de estrangulamento incluem dor intensa e persistente, hiperemia ou alteração de cor da pele sobre a hérnia, vômitos, distensão abdominal e, em casos avançados, sinais de peritonismo ou sepse.

Qual a conduta inicial para uma hérnia inguinal encarcerada sem sinais de estrangulamento?

Para hérnias encarceradas sem sinais de estrangulamento, pode-se tentar a redução manual sob analgesia e sedação, preferencialmente em ambiente controlado, com monitoramento rigoroso do paciente.

Por que a redução manual é contraindicada em hérnias com sinais de estrangulamento?

A redução manual é contraindicada porque há risco de empurrar uma alça intestinal isquêmica ou necrótica de volta para a cavidade abdominal, resultando em peritonite e sepse, além de atrasar a intervenção cirúrgica necessária.

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