USP/HCFMUSP - Hospital das Clínicas da FMUSP (SP) — Prova 2025
Lactente, do sexo masculino, 1 mês de idade, nascido a termo, é trazido ao pronto-socorro pelos pais com história de vômitos biliosos em grande quantidade há 12 horas, associados à distensão abdominal e parada de eliminação de gases e fezes. Ao exame físico, encontra-se febril, apresentando grau moderado de irritabilidade e prostração, além de estar levemente desidratado. Apresenta também o abdome distendido. O exame físico da região inguinal que apresenta hiperemia local e dor à palpação está apresentado a seguir:Com base nas informações fornecidas, a principal hipótese diagnóstica e a conduta neste momento é:
Hérnia inguinal encarcerada/estrangulada em lactente com sinais sistêmicos e obstrução intestinal → Cirurgia de emergência.
A hérnia inguinal encarcerada em lactentes é uma emergência cirúrgica, especialmente quando há sinais de estrangulamento como vômitos biliosos, distensão abdominal, parada de eliminação e sinais de toxicidade sistêmica. A tentativa de redução manual é contraindicada em casos de estrangulamento ou sinais de sofrimento intestinal.
A hérnia inguinal é uma condição comum na pediatria, sendo mais prevalente em meninos e prematuros. O encarceramento ocorre quando o conteúdo abdominal fica preso no saco herniário, e o estrangulamento, quando há comprometimento vascular, configurando uma emergência cirúrgica. A identificação precoce e o manejo adequado são cruciais para prevenir complicações graves como necrose intestinal. O diagnóstico é clínico, baseado na presença de uma massa irredutível na região inguinal, frequentemente associada a dor, irritabilidade e, em casos de estrangulamento, sinais de obstrução intestinal (vômitos biliosos, distensão abdominal, parada de eliminação de gases e fezes) e toxicidade sistêmica (febre, prostração). A palpação da massa pode revelar endurecimento e sensibilidade. A conduta para hérnia inguinal encarcerada sem sinais de estrangulamento pode incluir tentativa de redução manual sob sedação, mas na presença de sinais de estrangulamento ou falha na redução, a cirurgia de emergência é imperativa. O objetivo é liberar o conteúdo herniado, avaliar a viabilidade intestinal e realizar a herniorrafia para prevenir recorrências e complicações.
Sinais incluem vômitos biliosos, distensão abdominal, parada de eliminação de gases/fezes, irritabilidade, febre e hiperemia/dor intensa na região inguinal.
A conduta é cirurgia de emergência, especialmente se houver sinais de estrangulamento ou falha na redução manual.
A hérnia encarcerada cursa com sinais de obstrução intestinal (vômitos, distensão), enquanto a torção testicular não. O exame físico da bolsa escrotal e ultrassom Doppler podem auxiliar.
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