Hérnia Inguinal Encarcerada: Redução Manual e Manejo

UNIRG - Universidade de Gurupi (TO) — Prova 2023

Enunciado

Homem, 67 anos, tabagista, encaminhado para o pronto-socorro por queixa de abaulamento em região de virilha à esquerda há 2 meses, com piora há 1 dia. É pedreiro, trabalhando diariamente cerca de 8 horas por dia. Relata dor abdominal em cólica, com piora progressiva até intensidade moderada, sem febre nesse ínterim. Relata que desde ontem o abaulamento não retornou ao normal, mantendo-se do mesmo tamanho e na mesma topografia desde então. Relata cirurgia de apendicectomia há 40 anos. Ao exame físico: bom estado geral, afebril, corado, hidratado, sinais vitais sem alterações. Ausculta cardiorrespiratória sem alterações. Abdome: plano, flácido, levemente doloroso à palpação, com abaulamento de cerca de 3cm no maior diâmetro em região inguinal esquerda. Qual o próximo passo?

Alternativas

  1. A) Retorno em 2 meses para programar cirurgia eletiva.
  2. B) Redução manual com analgesia em posição de Trendelenburg.
  3. C) Inguinotomia de urgência.
  4. D) Redução da hérnia com indução anestésica.

Pérola Clínica

Hérnia inguinal encarcerada sem sinais de estrangulamento → Redução manual com analgesia e Trendelenburg.

Resumo-Chave

Um abaulamento irredutível na virilha, associado a dor abdominal em cólica, sugere hérnia encarcerada. Na ausência de sinais de estrangulamento (febre, taquicardia, sinais de peritonite, alteração da coloração da pele), a tentativa de redução manual, com analgesia e em posição de Trendelenburg, é a conduta inicial.

Contexto Educacional

Hérnias inguinais são comuns, especialmente em homens, e podem se tornar encarceradas quando o conteúdo herniário fica preso no saco herniário, não sendo possível a redução espontânea ou manual. O encarceramento pode levar à obstrução intestinal e, se não tratado, ao estrangulamento, uma condição grave com isquemia e necrose do conteúdo herniário, exigindo intervenção cirúrgica urgente. O diagnóstico de hérnia encarcerada é clínico, baseado na história de abaulamento irredutível e dor. A diferenciação entre hérnia encarcerada e estrangulada é crucial. Sinais de estrangulamento incluem dor intensa, febre, taquicardia, leucocitose, sinais de peritonite e alteração da coloração da pele sobre a hérnia. Na ausência desses sinais, a tentativa de redução manual é indicada. A conduta inicial para uma hérnia encarcerada sem sinais de estrangulamento é a redução manual. O paciente deve ser posicionado em Trendelenburg, com analgesia e sedação adequadas para relaxar a musculatura. Após a redução bem-sucedida, o paciente deve ser programado para correção cirúrgica eletiva. Se a redução não for possível ou houver sinais de estrangulamento, a cirurgia de urgência (inguinotomia) é imperativa para evitar complicações graves como necrose intestinal.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais de uma hérnia inguinal encarcerada?

Uma hérnia inguinal encarcerada se manifesta como um abaulamento irredutível na região inguinal, frequentemente acompanhada de dor local e, por vezes, sintomas obstrutivos como dor abdominal em cólica, náuseas e vômitos.

Como realizar a redução manual de uma hérnia encarcerada?

A redução manual deve ser tentada com o paciente em posição de Trendelenburg, com analgesia e sedação adequadas. Aplica-se pressão suave e contínua no saco herniário, direcionando o conteúdo de volta para a cavidade abdominal, sem força excessiva.

Quando uma hérnia encarcerada se torna uma emergência cirúrgica imediata?

Uma hérnia encarcerada se torna uma emergência cirúrgica imediata (hérnia estrangulada) quando há sinais de isquemia ou necrose do conteúdo herniário, como febre, taquicardia, dor intensa e localizada, eritema ou alteração da coloração da coloração da pele sobre a hérnia, e sinais de peritonite.

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