UFRGS/HCPA - Hospital de Clínicas de Porto Alegre (RS) — Prova 2025
Paciente masculino, de 50 anos, consultou por desconforto e aumento de volume na região inguinal direita, que piorava durante o exercício. O exame físico confirmou a presença de uma hérnia inguinal redutível. O paciente realizava atividade física regularmente e não apresentava comorbidades relevantes. Considerando o quadro clínico, qual a opção terapêutica mais adequada no momento?
Hérnia inguinal sintomática em paciente ativo e sem comorbidades → Reparo laparoscópico (menos dor, recuperação rápida).
Pacientes com hérnia inguinal sintomática, como o descrito, têm indicação de reparo cirúrgico. Em indivíduos jovens e ativos, sem comorbidades significativas, o reparo laparoscópico é frequentemente a opção mais adequada devido à menor dor pós-operatória, recuperação mais rápida e melhor estética, permitindo um retorno precoce às atividades.
A hérnia inguinal é uma protrusão de conteúdo abdominal através de um ponto fraco na parede abdominal na região da virilha. É uma condição comum, especialmente em homens, e pode causar desconforto, dor e, em casos mais graves, complicações como encarceramento e estrangulamento. O diagnóstico é primariamente clínico, por meio do exame físico. A decisão terapêutica para hérnias inguinais sintomáticas é geralmente cirúrgica. Existem diversas técnicas de reparo, que podem ser classificadas em abertas ou laparoscópicas, e com ou sem uso de tela. As técnicas com tela (como Lichtenstein para reparo aberto e TAPP/TEP para laparoscópico) são preferidas devido às menores taxas de recorrência em comparação com as técnicas sem tela (como Shouldice). Para pacientes jovens, ativos e sem comorbidades significativas, o reparo laparoscópico (transabdominal pré-peritoneal - TAPP ou totalmente extraperitoneal - TEP) é frequentemente a opção mais adequada. As vantagens incluem menor dor pós-operatória, recuperação mais rápida, menor tempo de afastamento das atividades e um melhor resultado estético. A escolha da técnica deve ser individualizada, considerando as características do paciente, a experiência do cirurgião e as preferências do paciente.
A cirurgia é indicada para hérnias sintomáticas (dor, desconforto), hérnias irredutíveis, estranguladas ou encarceradas, e em pacientes que desejam evitar complicações futuras, mesmo que assintomáticos, especialmente se jovens e ativos.
O reparo laparoscópico geralmente resulta em menor dor pós-operatória, recuperação mais rápida, menor tempo de internação e melhor resultado estético, sendo vantajoso para pacientes ativos que desejam retornar rapidamente às suas atividades.
A conduta expectante pode ser considerada em pacientes idosos, assintomáticos ou com sintomas mínimos, e naqueles com comorbidades significativas que aumentam o risco cirúrgico, desde que não haja sinais de complicação como encarceramento ou estrangulamento.
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