Hérnia Inguinal Direta: Classificação e Abordagem Cirúrgica

CERMAM - Comissão Estadual de Residência Médica do Amazonas — Prova 2023

Enunciado

Paciente do sexo masculino, 35 anos, estivador, fumante inveterado, vem ao ambulatório de Cirurgia Geral queixando quadro de dor e abaulamento em região inguinal direita aos esforços físicos, com evolução progressiva, há cerca de 4 anos (SIC). Ao exame físico, o paciente se encontra hígido, em BEG, LOTE, eupneico, afebril, hemodinamicamente estável. Ao exame da região inguinal direita, observa-se abaulamento à manobra de Vassalva, redutível e discretamente desconfortável à palpação. O paciente trouxe consigo na consulta, uma ultrassonografia com diagnóstico de hérnia inguinal à direita. A abordagem cirúrgica convencional da região inguinal foi indicada e o achado intra-operatório foi de projeção peritoneal sacular que se protruía através de laceração de fascia transversalis e seu conteúdo era composto por epíplon. A exploração cirúrgica do funículo espermático não demonstrou alterações anatômicas. Sobre os dados oferecidos sobre este caso, assinale a alternativa INCORRETA:

Alternativas

  1. A) O defeito anatômico observado durante a cirurgia contraindica o uso de tela inorgânica na sua correção, sendo a técnica de Shouldice a mais recomendada para o caso.
  2. B) Apesar de jovem, o paciente apresenta quadro de hérnia inguinal adquirida, provavelmente ocasionada pela associação do tabagismo, esforço físico excessivo e fragilidade da parede abdominal.
  3. C) Podemos classificar o defeito anatômico inguinal deste paciente como Nyhus IIIA.
  4. D) A ultrassonografia, apesar de exame de imagem adequado para o diagnóstico de hérnias inguinais, foi desnecessária tanto na avaliação clínica do caso quanto para a decisão terapêutica escolhida.

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