UEPA Revalida - Universidade do Estado do Pará — Prova 2023
Homem de 43 anos, hipertenso e diabético, iniciou reeducação alimentar e atividade física e perdeu 40 kg em 1 ano. Durante atividade na academia, percebeu um caroço em região inguinal direita que surgia após esforço físico. Relata que inicialmente só sentia um incômodo, mas agora o caroço cresceu e parece uma laranja. Ao examinar o paciente você diagnostica uma hernia inguinal à direita do tipo direta. Nestes casos é correto afirmar que:
Hérnia inguinal direta → fraqueza parede posterior (triângulo de Hessel), tratamento cirúrgico com reforço de tela.
Hérnias inguinais diretas resultam da fraqueza da parede abdominal posterior, não da persistência do conduto peritônio vaginal. O tratamento cirúrgico moderno, seja aberto ou laparoscópico, foca no reforço da parede com tela sintética para reduzir a taxa de recidiva.
A hérnia inguinal direta é uma condição comum, especialmente em homens de meia-idade e idosos, caracterizada pela protrusão de conteúdo abdominal através de uma fraqueza na parede posterior do canal inguinal, medialmente aos vasos epigástricos inferiores (triângulo de Hessel). Sua incidência aumenta com fatores que elevam a pressão intra-abdominal, como tosse crônica, constipação e obesidade, mas também pode ser exacerbada por perda de peso significativa que revela fraquezas preexistentes. É crucial diferenciá-la da hérnia inguinal indireta, que é congênita e decorre da persistência do conduto peritônio vaginal. O diagnóstico é primariamente clínico, com a identificação de um abaulamento redutível na região inguinal que se torna mais evidente com o esforço. A diferenciação entre hérnia direta e indireta é importante para o entendimento fisiopatológico, mas a conduta cirúrgica moderna frequentemente aborda ambas de maneira similar. A suspeita deve surgir em pacientes com queixas de desconforto ou massa inguinal, especialmente se associada a fatores de risco. O tratamento da hérnia inguinal direta é cirúrgico, visando a redução do saco herniário e o reforço da parede abdominal. As técnicas atuais, como Lichtenstein (aberta) ou TAPP/TEP (laparoscópica), preconizam o uso de telas sintéticas para fortalecer a região e diminuir as taxas de recidiva. A escolha da técnica depende da experiência do cirurgião, das características do paciente e da hérnia. O prognóstico pós-cirúrgico é geralmente excelente, com baixa morbidade e rápido retorno às atividades.
Uma hérnia inguinal direta geralmente se manifesta como um abaulamento na região inguinal que surge com o esforço e pode ser redutível. Pode causar desconforto ou dor, e tende a aumentar de tamanho com o tempo.
A hérnia inguinal direta protrui medialmente aos vasos epigástricos inferiores através do triângulo de Hessel, sendo adquirida por fraqueza da parede. A indireta protrui lateralmente aos vasos, através do anel inguinal profundo, sendo congênita pela persistência do conduto peritônio vaginal.
O uso de tela sintética no reparo de hérnias inguinais, seja por via aberta ou laparoscópica, visa reforçar a parede abdominal e reduzir significativamente a taxa de recidiva, sendo o padrão ouro na maioria dos casos.
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