UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2019
Com relação às hérnias inguinocrurais em adultos, é correto afirmar que
Orquite isquêmica pós-herniorrafia → trombose venosa do cordão espermático por trauma cirúrgico.
A orquite isquêmica é uma complicação rara, mas grave, da herniorrafia inguinal, resultante da lesão ou trombose das veias do plexo pampiniforme no cordão espermático, levando à congestão e isquemia testicular.
As hérnias inguinocrurais são condições cirúrgicas comuns em adultos, e a herniorrafia é um dos procedimentos mais realizados. Embora geralmente seguras, as cirurgias de hérnia podem ter complicações, sendo a orquite isquêmica uma das mais temidas, embora rara. Compreender a anatomia da região inguinal e as possíveis intercorrências é fundamental para o cirurgião. A orquite isquêmica pós-herniorrafia é uma complicação que se manifesta por dor e inchaço testicular, geralmente alguns dias após a cirurgia. Sua principal causa é a trombose venosa do cordão espermático, especificamente do plexo pampiniforme, devido a trauma direto, ligadura inadvertida ou compressão excessiva durante a dissecção ou reparo. A congestão venosa leva à isquemia e necrose testicular se não for tratada. Outros pontos importantes sobre hérnias inguinocrurais incluem a técnica de Lichtenstein, que é uma das mais utilizadas e eficazes para hérnias inguinais, mas não para todos os defeitos inguinocrurais (como as femorais). O ligamento de Cooper (ligamento pectíneo) é uma estrutura anatômica distinta do ligamento inguinal (ligamento de Poupart). A artéria epigástrica inferior é um marco anatômico crucial para diferenciar hérnias inguinais diretas (mediais) de indiretas (laterais) no intraoperatório.
A orquite isquêmica pós-herniorrafia é geralmente causada pela trombose venosa do cordão espermático, resultante de trauma cirúrgico ou compressão das veias do plexo pampiniforme durante o procedimento.
Os sintomas incluem dor testicular intensa, inchaço e endurecimento do testículo, que podem surgir dias após a cirurgia. Pode haver febre e sinais inflamatórios locais.
A artéria epigástrica inferior é um marco anatômico crucial: hérnias diretas ocorrem medialmente a ela, enquanto hérnias indiretas ocorrem lateralmente a ela, passando pelo anel inguinal profundo.
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