UNITAU - Universidade de Taubaté (SP) — Prova 2023
As hérnias inguinais são um problema frequente e o seu reparo representa a cirurgia mais comumente realizada por cirurgiões gerais. Nos últimos anos, novos princípios, produtos e técnicas têm mudado a rotina dos cirurgiões que precisam reciclar conhecimentos e aperfeiçoar novas habilidades.Segundo o resultado de uma metanálise publicada em 2019, quais afirmativas estão INCORRETAS
Hérnia inguinal assintomática em homens: observação expectante pode ser opção; em mulheres, cirurgia é geralmente indicada.
Em homens com hérnia inguinal assintomática ou minimamente sintomática, a observação expectante é uma opção válida, com cirurgia indicada se os sintomas se tornarem incômodos. Em mulheres, devido ao maior risco de hérnia femoral e estrangulamento, a cirurgia é geralmente recomendada mesmo em casos assintomáticos. A profilaxia antibiótica não é rotineira em reparos eletivos limpos.
As hérnias inguinais representam uma das patologias cirúrgicas mais comuns, e seu manejo tem evoluído com novas técnicas e evidências. Um ponto crucial de atualização refere-se à indicação cirúrgica, especialmente em pacientes assintomáticos. Para homens com hérnia inguinal assintomática ou com sintomas mínimos, a observação expectante é uma estratégia segura e aceitável, com baixas taxas de complicações graves. A cirurgia é reservada para aqueles que desenvolvem sintomas incômodos ou complicações. No entanto, a abordagem difere para mulheres. Devido ao maior risco de hérnias femorais (que possuem uma incidência mais alta de estrangulamento e podem ser clinicamente indistinguíveis das inguinais), a cirurgia é geralmente recomendada para mulheres com hérnia inguinocrural, mesmo que assintomáticas, para prevenir complicações. Outros aspectos importantes incluem a não indicação rotineira de antibióticos profiláticos em reparos eletivos limpos e a preferência pela anestesia local em inguinotomias, quando o cirurgião tem domínio da técnica. Em situações de hérnias estranguladas com contaminação do campo operatório (como perfuração intestinal), o uso de telas sintéticas deve ser evitado devido ao risco aumentado de infecção e rejeição, optando-se por reparos primários ou uso de telas biológicas. O diagnóstico permanece essencialmente clínico, com exames de imagem reservados para casos de dúvida diagnóstica. A compreensão dessas diretrizes é fundamental para a prática cirúrgica moderna.
Para homens com hérnia inguinal assintomática ou minimamente sintomática, a observação expectante é uma opção segura, com cirurgia indicada se houver progressão dos sintomas ou complicações.
Em mulheres, o risco de hérnia femoral (que tem maior taxa de estrangulamento) é mais elevado, e a distinção entre hérnia inguinal e femoral pode ser difícil clinicamente. Por isso, a cirurgia é geralmente recomendada mesmo em casos assintomáticos.
A antibioticoprofilaxia não é rotineiramente indicada em reparos eletivos de hérnia inguinal limpos. É considerada em casos de alto risco de infecção, como pacientes imunocomprometidos, ou em cirurgias de hérnia estrangulada com contaminação.
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