PUC Sorocaba - Pontifícia Universidade Católica de Sorocaba (SP) — Prova 2024
Um homem de 31 anos, saudável, apresenta um abaulamento indolor na virilha direita. Embora isso não o incomode nem limite suas atividades diárias, ele percebe flutuações em seu tamanho, desde estar ausente quando fica deitado por alguns minutos até uma massa do tamanho de uma bola de golfe ao tossir ou fazer exercícios extenuantes. O exame físico confirma a presença de hérnia inguinal direita. Nenhuma anormalidade foi observada no lado contralateral. Em relação ao manejo e às indicações para intervenção cirúrgica de hérnias inguinais assintomáticas, qual das afirmações a seguir está CORRETA?
Hérnia inguinal assintomática → maioria evolui com sintomas e necessita de cirurgia eletiva.
Embora inicialmente assintomáticas, a maioria das hérnias inguinais progride para sintomas ou complicações ao longo do tempo, justificando a recomendação de reparo cirúrgico eletivo para pacientes saudáveis, mesmo que não haja urgência imediata.
A hérnia inguinal é uma condição comum, caracterizada pela protrusão de conteúdo abdominal através de um defeito na parede abdominal na região inguinal. Embora muitas sejam inicialmente assintomáticas, a história natural da doença indica que a maioria dos pacientes desenvolverá sintomas como dor, desconforto ou aumento do volume ao longo do tempo, ou poderá apresentar complicações como encarceramento e estrangulamento. O diagnóstico é clínico, baseado no exame físico que revela um abaulamento na virilha, que pode ser redutível e flutuar com a manobra de Valsalva. A diferenciação entre hérnia direta e indireta é importante para a compreensão anatômica, mas a conduta geral para hérnias sintomáticas ou assintomáticas com indicação cirúrgica é o reparo. O manejo de hérnias inguinais assintomáticas em pacientes saudáveis geralmente envolve a recomendação de reparo cirúrgico eletivo. Embora o risco de estrangulamento seja baixo (inferior a 1% ao ano), a alta taxa de progressão para sintomas e a possibilidade de complicações futuras justificam a intervenção para melhorar a qualidade de vida e prevenir emergências. A observação expectante pode ser considerada em pacientes idosos ou com comorbidades significativas, onde o risco cirúrgico supera o benefício.
Os riscos incluem o desenvolvimento de sintomas como dor e desconforto, aumento do tamanho da hérnia, e complicações como encarceramento e estrangulamento, que são emergências cirúrgicas.
O reparo cirúrgico eletivo é geralmente recomendado para pacientes saudáveis com hérnia inguinal assintomática devido à alta probabilidade de desenvolvimento de sintomas ou complicações ao longo do tempo.
Hérnias inguinais indiretas são mais comuns e têm um risco ligeiramente maior de estrangulamento do que as diretas, que são menos propensas a encarcerar devido à sua base mais larga.
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