SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2022
Um homem de cinquenta anos de idade, com índice de massa corporal de 27 kg/m², realizou tomografia de abdome, há cerca de seis meses, por dor lombar. Na ocasião, foi feito o diagnóstico de ureterolitíase, que foi tratada. Além disso, foi vista, na tomografia, uma hérnia inguinal do lado esquerdo. O paciente não tem nenhuma queixa relacionada à hérnia e ela só é notada ao exame físico durante a manobra de Valsalva, em que é palpado o anel inguinal externo. Com base nesse caso hipotético, assinale a alternativa que apresenta a melhor conduta.
Hérnia inguinal assintomática em homem → observação expectante é conduta segura → cirurgia eletiva se sintomas ou complicações.
Em homens com hérnia inguinal assintomática e não complicada, a conduta de observação expectante é segura e preferível à cirurgia eletiva, devido ao baixo risco de encarceramento e estrangulamento e aos riscos inerentes ao procedimento cirúrgico.
A hérnia inguinal é uma condição comum, especialmente em homens, e sua apresentação clínica varia desde assintomática até quadros de emergência com encarceramento ou estrangulamento. O diagnóstico é primariamente clínico, através do exame físico, onde a protuberância na região inguinal é notada, especialmente com a manobra de Valsalva. Em casos assintomáticos, como o descrito, a hérnia pode ser um achado incidental em exames de imagem. A conduta para hérnias inguinais assintomáticas tem sido objeto de debate. Atualmente, as diretrizes recomendam a observação expectante para homens com hérnias inguinais assintomáticas e não complicadas. Estudos demonstraram que o risco de encarceramento ou estrangulamento é baixo nesses pacientes, e os riscos da cirurgia eletiva podem superar os benefícios em um paciente sem sintomas. A cirurgia, seja por via anterior (aberta) ou laparoscópica (TAPP ou TEP), é reservada para pacientes sintomáticos, mulheres (devido ao maior risco de hérnia femoral e suas complicações), ou quando há complicações como encarceramento ou estrangulamento. É fundamental que o paciente seja bem informado sobre os riscos e benefícios de ambas as abordagens, permitindo uma decisão compartilhada. A escolha da técnica cirúrgica (com ou sem tela, via anterior ou laparoscópica) depende de fatores como experiência do cirurgião, características da hérnia e comorbidades do paciente.
Para homens com hérnia inguinal assintomática e não complicada, a conduta de observação expectante é geralmente recomendada. A cirurgia é indicada se surgirem sintomas ou complicações.
Os riscos incluem o desenvolvimento de sintomas (dor, desconforto) e, mais raramente, complicações como encarceramento ou estrangulamento. No entanto, esses eventos são infrequentes em hérnias assintomáticas.
A cirurgia é indicada para hérnias inguinais sintomáticas, em mulheres (devido ao maior risco de hérnia femoral), e em casos de encarceramento ou estrangulamento, que são emergências cirúrgicas.
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