HRAC-USP/Centrinho - Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais - Bauru (SP) — Prova 2024
Paciente masculino de 68 anos, realizava exame rotineiro em unidade básica de saúde quando o médico percebeu discreto abaulamento às manobras de esforço na região inguinal esquerda, facilmente redutível. Paciente negava qualquer dor ou incômodo com o abaulamento. Nega qualquer comorbidade. Sobre o tratamento a ser proposto, responda:
Hérnia inguinal assintomática e redutível em idoso sem comorbidades → conduta expectante é opção.
Para pacientes com hérnia inguinal assintomática, facilmente redutível e sem comorbidades significativas, a conduta expectante é uma opção válida, com baixo risco de complicações graves como estrangulamento. A cirurgia é indicada se houver sintomas ou progressão da hérnia.
A hérnia inguinal é uma condição comum, especialmente em homens idosos, caracterizada pela protrusão de conteúdo abdominal através de um defeito na parede abdominal na região inguinal. Embora a cirurgia seja o tratamento definitivo, a abordagem para hérnias assintomáticas tem evoluído, com estudos demonstrando que a conduta expectante pode ser uma opção segura em casos selecionados. A decisão entre conduta expectante e reparo cirúrgico deve considerar a presença de sintomas, o tamanho e a redutibilidade da hérnia, as comorbidades do paciente e suas preferências. Para hérnias assintomáticas e redutíveis, o risco de encarceramento ou estrangulamento é baixo, e a cirurgia eletiva pode ser postergada ou evitada, especialmente em pacientes idosos com risco cirúrgico elevado. Quando a cirurgia é indicada, as técnicas sem tensão, como Lichtenstein (aberta) ou reparo laparoscópico (TAPP/TEP), são preferíveis devido às menores taxas de recorrência e dor crônica. O reparo laparoscópico oferece vantagens como menor dor pós-operatória e recuperação mais rápida, sendo uma boa opção para hérnias bilaterais ou recorrentes. A cirurgia de urgência é reservada para hérnias encarceradas ou estranguladas.
A conduta expectante é apropriada para hérnias inguinais assintomáticas, facilmente redutíveis, em pacientes sem comorbidades significativas, que não desejam ou não têm indicação para cirurgia imediata.
Os principais riscos são o aumento da hérnia, o desenvolvimento de sintomas (dor, desconforto) e, mais raramente, complicações como encarceramento ou estrangulamento, que exigem cirurgia de urgência.
A cirurgia é indicada para hérnias sintomáticas (dor, desconforto), hérnias irredutíveis, hérnias com risco aumentado de complicações (ex: hérnias escrotais grandes) e quando o paciente opta pelo reparo cirúrgico para evitar futuras complicações.
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