UFRJ/HUCFF - Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (RJ) — Prova 2020
No tratamento das hérnias inguinais, a técnica mais difundida por apresentar menor índice de recidiva é a correção da fraqueza da parede posterior do triangulo de Hasselbach por meio de fixação de tela de polipropileno no/na:
Reparo de hérnia inguinal com tela: fixação no ligamento inguinal (Técnica de Lichtenstein) ↓ recidiva.
A técnica de Lichtenstein, que utiliza uma tela de polipropileno fixada ao ligamento inguinal para reforçar a parede posterior do canal inguinal, é a mais difundida para reparo de hérnias inguinais devido ao seu baixo índice de recidiva.
As hérnias inguinais são uma das condições cirúrgicas mais comuns, e o tratamento visa corrigir a fraqueza da parede abdominal para prevenir a protrusão de conteúdo abdominal. Dentre as diversas técnicas cirúrgicas, a hernioplastia com tela, especialmente a técnica de Lichtenstein, tornou-se o padrão ouro devido à sua eficácia e baixo índice de recidiva. A técnica de Lichtenstein é um reparo "tension-free" que utiliza uma tela de polipropileno para reforçar a parede posterior do canal inguinal, especificamente na região do triângulo de Hesselbach. A tela é fixada superiormente ao tendão conjunto e inferiormente ao ligamento inguinal, criando uma barreira robusta que impede a recorrência da hérnia. A ausência de tensão na linha de sutura é um fator chave para a redução das taxas de recidiva e dor pós-operatória. Outras técnicas, como as laparoscópicas (TAPP e TEP), também são amplamente utilizadas e oferecem vantagens em casos específicos, mas a Lichtenstein permanece como a mais difundida para o reparo aberto. O conhecimento detalhado da anatomia inguinal e das diferentes abordagens cirúrgicas é fundamental para o residente, permitindo a escolha da técnica mais adequada para cada paciente e a otimização dos resultados pós-operatórios.
A técnica de Lichtenstein é a mais difundida devido ao seu baixo índice de recidiva, utilizando uma tela de polipropileno para reforçar a parede posterior do canal inguinal.
Na técnica de Lichtenstein, a tela de polipropileno é fixada principalmente no ligamento inguinal, reforçando a fraqueza da parede posterior do triângulo de Hesselbach.
A utilização da tela de polipropileno na técnica de Lichtenstein proporciona um reparo "tension-free" (sem tensão), o que reduz significativamente a taxa de recidiva em comparação com técnicas que utilizam apenas sutura.
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