SMS Piracicaba - Secretaria Municipal de Saúde de Piracicaba (SP) — Prova 2023
Mulher de 44 anos, aposentada, procura atendimento médico por quadro de dor e abaulamento na região inguinal à direita há 8 meses, o que vem atrapalhando suas atividades diárias. Como antecedente pessoal, paciente é portadora de HAS e DMII, tabagista 30 maços-ano. Pai falecido com doença cardíaca. Ao Exame Físico, constatada hérnia inguinal direta – NYHUS II, redutível, à direita. Assinale a alternativa que melhor descreve a conduta para esse caso.
Hérnia inguinal sintomática com comorbidades → Avaliação pré-operatória é essencial para estratificar risco.
Pacientes com hérnia inguinal sintomática, mesmo com comorbidades como HAS e DMII, geralmente têm indicação cirúrgica eletiva. A avaliação pré-operatória é crucial para otimizar as condições clínicas, estratificar o risco cirúrgico (ex: escala ASA) e planejar a melhor abordagem, garantindo a segurança do paciente.
A hérnia inguinal é uma condição comum, caracterizada pela protrusão de conteúdo abdominal através de um defeito na parede abdominal na região inguinal. O tratamento definitivo para hérnias sintomáticas ou com risco de complicação é cirúrgico. A decisão pela cirurgia e a escolha da técnica (aberta ou laparoscópica) dependem de diversos fatores, incluindo o tipo de hérnia, a idade do paciente e a presença de comorbidades. A avaliação pré-operatória é uma etapa crucial, especialmente em pacientes com comorbidades como hipertensão arterial sistêmica (HAS) e diabetes mellitus tipo 2 (DMII), além de hábitos como o tabagismo. O objetivo é identificar riscos potenciais, otimizar o estado de saúde do paciente e estratificar o risco cirúrgico (frequentemente usando a classificação ASA - American Society of Anesthesiologists). Essa avaliação permite que a equipe médica tome decisões informadas para garantir a segurança do paciente durante o procedimento. É um erro comum pensar que a presença de comorbidades contraindica a cirurgia eletiva. Na verdade, elas exigem uma preparação mais cuidadosa. A cirurgia de hérnia inguinal é geralmente eletiva, a menos que haja complicações como encarceramento ou estrangulamento, que demandam intervenção de urgência. A otimização do controle glicêmico, da pressão arterial e a cessação do tabagismo pré-operatória são medidas que podem reduzir significativamente o risco de complicações pós-operatórias.
A avaliação pré-operatória é fundamental para identificar e otimizar as comorbidades do paciente (HAS, DMII, tabagismo), estratificar o risco cirúrgico (ex: escala ASA) e planejar a conduta anestésica e cirúrgica mais segura. Isso minimiza complicações e melhora os desfechos pós-operatórios.
A cirurgia de hérnia inguinal é de urgência em casos de complicações como encarceramento (hérnia irredutível) ou estrangulamento (encarceramento com comprometimento vascular e isquemia intestinal), que podem levar à necrose tecidual e sepse.
Não, a hipertensão arterial controlada não contraindica a cirurgia por videolaparoscopia. A escolha da técnica (aberta ou laparoscópica) depende de múltiplos fatores, incluindo experiência do cirurgião, características da hérnia e preferência do paciente, após avaliação individualizada do risco.
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