UFMA/HU-UFMA - Hospital Universitário da UFMA (MA) — Prova 2021
Paciente do sexo masculino, 60 anos de idade, com história de aumento de volume redutível e doloroso em região da virilha direita com diagnóstico clínico de hérnia inguinal medial unilateral. Em relação ao manejo da hérnia inguinal, assinale a alternativa CORRETA:
Complicações pós-operatórias (seroma, hematoma, infecção) ↑ risco de recorrência herniária.
Complicações como seroma, hematoma e infecção de sítio cirúrgico comprometem a cicatrização e a integração da tela na hernioplastia, enfraquecendo a parede abdominal e aumentando significativamente o risco de recorrência da hérnia inguinal.
A hérnia inguinal é uma condição comum, especialmente em homens, caracterizada pela protrusão de conteúdo abdominal através de um defeito na parede inguinal. O tratamento padrão é cirúrgico, sendo a hernioplastia com tela a técnica mais utilizada devido às baixas taxas de recorrência em comparação com as técnicas de herniorrafia com tensão. A escolha da técnica (aberta ou laparoscópica) depende de fatores como experiência do cirurgião, características do paciente e tipo de hérnia. A fisiopatologia da hérnia inguinal envolve o enfraquecimento da parede abdominal, seja congênito ou adquirido. O diagnóstico é predominantemente clínico, com exame físico revelando uma protuberância redutível na região inguinal. A recorrência herniária é uma das complicações mais frustrantes da cirurgia, e sua prevenção é um objetivo primordial. O tratamento cirúrgico visa reforçar a parede abdominal. Embora as telas de polipropileno tenham revolucionado o tratamento, complicações pós-operatórias como seroma, hematoma e infecção do sítio cirúrgico podem comprometer a integridade da reparação e aumentar o risco de recorrência. O manejo adequado dessas complicações é crucial para o sucesso a longo prazo da hernioplastia.
As complicações mais comuns incluem dor no local da incisão, inchaço, equimose, seroma, hematoma e, menos frequentemente, infecção do sítio cirúrgico, dor crônica e recorrência herniária.
Seromas e hematomas podem criar um espaço entre a tela e os tecidos, dificultando a integração da tela e a formação de uma cicatriz forte. Além disso, podem servir como meio para infecções, comprometendo a reparação e aumentando o risco de falha.
Sim, a dor crônica pós-operatória (inguinodinia) pode estar relacionada ao tipo de tela (peso, porosidade), à técnica cirúrgica e à fixação. No entanto, não é uma correlação absoluta, e outros fatores como lesão nervosa também contribuem.
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