Santa Casa de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2026
Sobre a epidemiologia das hérnias da região inguinofemoral, assinale a alternativa correta.
Hérnia inguinal = mais comum em ambos os sexos; Hérnia femoral = predomínio em mulheres (2-4%).
Embora a hérnia inguinal seja a mais comum globalmente em ambos os sexos, a hérnia femoral ocorre preferencialmente em mulheres e possui alto risco de estrangulamento.
As hérnias da região inguinofemoral são patologias extremamente comuns na cirurgia geral. A compreensão da anatomia do canal inguinal e do espaço pré-peritoneal é fundamental para o diagnóstico diferencial. A classificação de Nyhus é frequentemente utilizada para categorizar essas hérnias com base na localização e integridade do anel inguinal e parede posterior. Epidemiologicamente, as hérnias inguinais indiretas são as mais frequentes em todas as faixas etárias e sexos. As hérnias femorais, embora representem apenas 2-4% do total, são clinicamente relevantes pelo alto índice de complicações isquêmicas. O tratamento padrão-ouro atual envolve a técnica de Lichtenstein (tensão zero com tela) ou abordagens laparoscópicas (TAPP/TEP) para recorrências ou hérnias bilaterais.
Apesar de a hérnia femoral ser mais frequente em mulheres do que em homens, a hérnia inguinal (especialmente a indireta) continua sendo o tipo mais comum de hérnia da região inguinal no sexo feminino. A proporção de hérnias femorais em relação às inguinais é maior nas mulheres do que nos homens, mas em números absolutos, a inguinal prevalece.
A hérnia femoral possui um anel herniário estreito e rígido (ligamento lacunar medialmente), o que confere um risco significativamente maior de encarceramento e estrangulamento (cerca de 20-40%) em comparação com as hérnias inguinais. Por isso, o diagnóstico de hérnia femoral costuma ser indicação cirúrgica imediata.
A hérnia inguinal indireta ocorre lateralmente aos vasos epigástricos inferiores, através do anel inguinal interno, sendo a mais comum em jovens. A hérnia direta ocorre medialmente aos vasos epigástricos, no triângulo de Hesselbach, resultante de fraqueza da parede posterior (fáscia transversalis), sendo mais comum em idosos.
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