SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2025
Um paciente de 34 anos de idade queixou‑se de dor inguinal na região esquerda, que piorava após a pratica esportiva. Ele negou comorbidades. Apresentava hábito intestinal diário. Ao exame físico, foi evidenciada a presença de hérnia inguinal à esquerda pequena e redutível.Com base nessa situação hipotética, assinale a alternativa incorreta.
Hérnia inguinal → diagnóstico clínico. Cirurgia indicada por sintomas ou risco de complicação, não necessita TC para confirmação.
O diagnóstico de hérnia inguinal é primariamente clínico, baseado na história e exame físico. A tomografia computadorizada não é o melhor exame de imagem para o diagnóstico de rotina, sendo reservada para casos de dúvida diagnóstica ou complicações. A indicação cirúrgica é definida pela presença de sintomas que afetam a qualidade de vida ou pelo risco de encarceramento/estrangulamento.
A hérnia inguinal é uma condição cirúrgica comum, caracterizada pela protrusão de conteúdo abdominal através de um defeito na parede abdominal na região inguinal. O diagnóstico é, na vasta maioria dos casos, eminentemente clínico, baseado na anamnese detalhada e no exame físico. O paciente tipicamente relata dor ou desconforto na região inguinal, que piora com o esforço físico ou tosse, e a presença de um abaulamento que pode ser redutível. A palpação cuidadosa da região inguinal, com o paciente em pé e realizando manobras de Valsalva, geralmente confirma a presença da hérnia. A tomografia computadorizada, embora possa visualizar hérnias, não é o exame de imagem de escolha para o diagnóstico de rotina, sendo mais útil em casos de dúvida diagnóstica, dor crônica sem abaulamento evidente, ou para avaliar complicações. O tratamento da hérnia inguinal é cirúrgico. A indicação para a cirurgia não se baseia apenas no risco de encarceramento ou estrangulamento, mas também, e principalmente, no impacto da hérnia na qualidade de vida do paciente, devido à dor e ao desconforto. Hérnias assintomáticas em pacientes idosos com comorbidades podem ser observadas, mas em pacientes jovens e ativos, a cirurgia é geralmente recomendada para prevenir sintomas futuros e potenciais complicações. A escolha da técnica cirúrgica (aberta ou laparoscópica) e do tipo de anestesia (local, regional ou geral) depende de fatores como o tamanho da hérnia, a experiência do cirurgião e as condições clínicas do paciente. É fundamental que o residente conheça os diagnósticos diferenciais da dor inguinal, que incluem condições como linfonodomegalia, hidrocele, varicocele, lipomas e outras causas musculoesqueléticas ou urológicas. A capacidade de realizar um exame físico inguinal completo e preciso é uma habilidade essencial. A anestesia local, quando dominada pelo cirurgião e anestesista, pode ser uma excelente opção para a herniorrafia inguinal por inguinotomia, oferecendo recuperação mais rápida e menor risco de complicações sistêmicas em pacientes selecionados.
O diagnóstico de hérnia inguinal é predominantemente clínico, baseado na história do paciente (dor, abaulamento na região inguinal) e no exame físico, onde se palpa o saco herniário, especialmente com manobras de Valsalva. Exames de imagem são geralmente desnecessários para o diagnóstico primário.
O tratamento cirúrgico está indicado para hérnias inguinais sintomáticas (dor, desconforto) que afetam a qualidade de vida do paciente, ou para hérnias assintomáticas com alto risco de encarceramento ou estrangulamento. A decisão é individualizada, considerando os riscos e benefícios da cirurgia.
Os diagnósticos diferenciais da dor inguinal incluem linfonodomegalia inguinal, hidrocele, varicocele, cisto de cordão espermático, lipoma, aneurisma de artéria femoral, dor musculoesquelética (pubalgia) e, em mulheres, cisto de Nuck ou endometriose.
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