IOG - Instituto de Olhos de Goiânia — Prova 2022
Homem, 47 anos, submetido à laparotomia exploradora de urgência após lesão por projétil de arma de fogo (PAF) em região epigástrica há 1 ano. Realizadas várias colorrafias e enterorrafias. Evoluiu com peritonite e foi tratado com múltiplas reoperações e lavagens cavitárias. Nos últimos 6 meses, apresentou grande hérnia incisional mediana, medindo 16 cm no maior diâmetro. Qual a técnica cirúrgica adequada para a correção dessa hérnia?
Hérnia incisional gigante pós-múltiplas cirurgias → Separação de Componentes para reconstrução da parede abdominal.
Hérnias incisionais gigantes, especialmente após múltiplas cirurgias e complicações como peritonite, resultam em perda de substância e retração dos músculos abdominais. A técnica de separação de componentes permite o fechamento da parede abdominal sem tensão, mobilizando os músculos retos e oblíquos, sendo ideal para grandes defeitos.
Hérnias incisionais gigantes representam um desafio significativo na cirurgia abdominal, especialmente em pacientes com histórico de múltiplas laparotomias, peritonite e reoperações. Essas hérnias são caracterizadas por grandes defeitos na parede abdominal, frequentemente com perda de domicílio do conteúdo visceral e retração dos músculos abdominais, tornando o fechamento primário inviável devido à tensão excessiva. A técnica de separação de componentes é a abordagem cirúrgica de escolha para a correção dessas hérnias complexas. Ela visa restaurar a integridade funcional da parede abdominal, permitindo o fechamento do defeito sem tensão. Isso é conseguido através da liberação e mobilização de camadas musculares e aponeuróticas da parede abdominal (como a aponeurose do oblíquo externo ou o músculo transverso do abdome), o que permite o avanço dos músculos retos abdominais para a linha média. Existem variações da técnica (anterior, posterior, endoscópica), e a escolha depende da extensão do defeito e da experiência do cirurgião. A utilização de telas protéticas é frequentemente combinada com a separação de componentes para reforçar o reparo e reduzir as taxas de recidiva. O objetivo final é não apenas fechar o defeito, mas também restaurar a função da parede abdominal e melhorar a qualidade de vida do paciente.
Uma hérnia incisional gigante é caracterizada por um grande defeito na parede abdominal, geralmente maior que 10-15 cm, com perda de substância e frequentemente associada à perda de domicílio do conteúdo abdominal. Elas são comuns após múltiplas cirurgias ou complicações como infecção.
A técnica de separação de componentes é indicada para hérnias incisionais grandes e complexas, onde o fechamento primário da parede abdominal é impossível ou resultaria em tensão excessiva. Ela permite a mobilização de retalhos musculares e aponeuróticos para fechar o defeito sem tensão.
Os princípios incluem a liberação da aponeurose do músculo oblíquo externo (anterior) ou a liberação do músculo transverso do abdome (posterior), permitindo o avanço dos músculos retos abdominais para a linha média. Isso cria um fechamento sem tensão e restaura a integridade da parede abdominal, frequentemente com o uso de tela.
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