SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2019
Um paciente de 55 anos, tabagista, obeso, sedentário, é atendido em consultório por causa de hérnia incisional. A hérnia surgiu em local de laparotomia mediana, feita há 8 anos, para o tratamento das lesões decorrentes de ferimento penetrante por arma de fogo. O anel herniário tem aproximadamente 5 cm de diâmetro e o conteúdo é totalmente redutível. Melhor opção de correção cirúrgica da hérnia deste paciente:
Hérnia incisional redutível em obeso: tela de polipropileno (onlay) é opção comum e eficaz.
A correção de hérnias incisionais, especialmente em pacientes com fatores de risco como obesidade e tabagismo, frequentemente envolve o uso de telas para reforço da parede abdominal. A tela de polipropileno, aplicada na técnica onlay, é uma opção robusta e amplamente utilizada para hérnias de tamanho moderado.
A hérnia incisional é uma complicação comum de laparotomias prévias, caracterizada pela protrusão de conteúdo abdominal através de um defeito na parede muscular no local da incisão. Fatores de risco como obesidade, tabagismo, idade avançada, desnutrição e infecção de sítio cirúrgico aumentam a probabilidade de seu desenvolvimento e recidiva. O diagnóstico é clínico, e o tratamento é cirúrgico. A correção cirúrgica visa restaurar a integridade da parede abdominal e prevenir a recidiva. O uso de telas protéticas é padrão-ouro para a maioria das hérnias incisionais, especialmente aquelas com anéis herniários maiores que 2-3 cm, pois reduz significativamente as taxas de recorrência em comparação com o reparo primário. A escolha da tela e da técnica (onlay, sublay, retromuscular, intraperitoneal) depende do tamanho da hérnia, localização e experiência do cirurgião. A tela de polipropileno é uma prótese sintética não absorvível, amplamente utilizada devido à sua resistência e baixo custo. A técnica onlay, onde a tela é posicionada sobre a aponeurose, é relativamente simples e eficaz para hérnias de tamanho moderado. É crucial considerar a otimização dos fatores de risco do paciente (cessação do tabagismo, perda de peso) para melhorar os resultados cirúrgicos e reduzir complicações.
Fatores de risco incluem obesidade, tabagismo, idade avançada, desnutrição, infecção de sítio cirúrgico prévia, ascite, tosse crônica e doenças que afetam a cicatrização, como diabetes e uso de corticosteroides.
Onlay: tela sobre a aponeurose; Sublay (ou retromuscular): tela entre o músculo reto abdominal e a aponeurose posterior; Inlay: tela suturada diretamente no defeito herniário. Cada técnica tem indicações específicas baseadas no tamanho e localização da hérnia.
A tela de polipropileno é amplamente utilizada devido à sua resistência, durabilidade, baixo custo e boa integração tecidual. É uma prótese sintética não absorvível que oferece reforço mecânico eficaz à parede abdominal.
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