HSC - Hospital Samaritano Campinas (SP) — Prova 2023
Paciente de 70 anos, masculino, com obesidade grau II, é submetido a cirurgia para correção de hérnia incisional de incisão mediana realizada há 20 anos. Foi realizada extensa dissecção e colocação de tela de prolene, devido a extensão da hérnia. Assinale a alternativa com a conduta para evitar complicações pós-operatórias.
Grande dissecção + tela em obeso → Dreno a vácuo para prevenir seroma/infecção.
Em cirurgias de hérnia incisional extensas, especialmente em pacientes obesos e com uso de tela, a formação de seroma é uma complicação comum. O uso de dreno a vácuo (Portovac, Blake) é fundamental para remover o acúmulo de fluidos e reduzir o espaço morto, diminuindo o risco de seroma e infecção da tela.
A correção de hérnias incisionais, especialmente as de grande porte e em pacientes com fatores de risco como obesidade, é um procedimento cirúrgico comum que exige atenção à prevenção de complicações pós-operatórias. A utilização de telas protéticas, como a de prolene, é uma prática padrão para reforçar a parede abdominal e reduzir as taxas de recidiva, mas também introduz o risco de infecção e formação de seroma. O seroma, acúmulo de líquido seroso no espaço morto cirúrgico, é uma das complicações mais frequentes após grandes dissecções. Em pacientes obesos, a extensa manipulação do tecido adiposo e a maior área de dissecção contribuem para um risco elevado. A presença de seroma pode não apenas causar desconforto e atrasar a cicatrização, mas também aumentar significativamente o risco de infecção da tela, uma complicação grave que muitas vezes exige a remoção do material protético. Para mitigar esses riscos, a conduta mais adequada é a colocação de um dreno a vácuo, como o Portovac ou o dreno de Blake. Esses drenos permitem a remoção contínua de fluidos, reduzindo o espaço morto e promovendo a aderência dos tecidos. A retirada do dreno deve ser criteriosa, ocorrendo apenas quando o débito se torna mínimo e constante, geralmente após 24 horas sem secreção significativa, garantindo que o risco de acúmulo de fluidos seja minimizado antes da remoção.
Pacientes obesos possuem maior quantidade de tecido adiposo, que é mais vascularizado e propenso a sangramento e exsudação, além de um espaço morto maior após a dissecção, favorecendo o acúmulo de fluidos e a formação de seroma.
O dreno a vácuo tem a função de remover o excesso de fluidos (sangue, linfa, exsudato) do campo cirúrgico, reduzir o espaço morto, promover a aderência dos tecidos e, consequentemente, diminuir a incidência de seroma e o risco de infecção da tela.
A remoção do dreno a vácuo é indicada quando o débito diário se torna mínimo e constante, geralmente abaixo de 20-30 mL por 24 horas, indicando que a produção de fluidos diminuiu significativamente.
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