HIAE/Einstein - Hospital Israelita Albert Einstein (SP) — Prova 2023
Um homem de 35 anos de idade, com antecedente de hérnia incisional há 2 anos, decorrente de laparotomia mediana por ferimento de arma branca, vai ao pronto-socorro com queixa de um dia de dor abdominal, náuseas, vômitos e abaulamento irredutível no local da incisão abdominal. O abdome está distendido e é difusamente doloroso. Os ruídos hidroaéreos estão aumentados e têm timbre alterado. Não tem sinais de peritonite. A área da hérnia está hiperemiada. Entre as opções abaixo, a melhor conduta para este paciente, além de jejum, hidratação venosa e sonda gástrica aberta deve ser:
Hérnia incisional irredutível + sinais obstrutivos + hiperemia local → Cirurgia de urgência com tela.
Um paciente com hérnia incisional prévia que apresenta abaulamento irredutível, dor, náuseas, vômitos e sinais de obstrução intestinal, com hiperemia local, sugere encarceramento ou estrangulamento. A conduta é cirurgia de urgência para correção herniária, preferencialmente com tela de polipropileno, após estabilização inicial.
Hérnias incisionais são complicações comuns de laparotomias prévias, resultando em um defeito na parede abdominal por onde o conteúdo intra-abdominal pode protruir. Embora muitas sejam assintomáticas ou causem apenas desconforto, a complicação mais grave é o encarceramento, que pode evoluir para estrangulamento, uma emergência cirúrgica que exige reconhecimento e intervenção imediatos. O encarceramento ocorre quando o conteúdo herniário fica preso e não pode ser reduzido. Se o suprimento sanguíneo para o conteúdo herniado for comprometido, ocorre o estrangulamento, levando à isquemia, necrose e risco de perfuração intestinal e sepse. Os sinais clínicos incluem dor intensa e súbita, irredutibilidade do abaulamento, náuseas, vômitos, distensão abdominal e alterações nos ruídos hidroaéreos, além de sinais locais como hiperemia e endurecimento. A conduta para uma hérnia incisional com sinais de encarceramento ou estrangulamento é a cirurgia de urgência. Após a estabilização inicial do paciente (jejum, hidratação venosa, sonda gástrica), a correção cirúrgica visa reduzir o conteúdo herniário, avaliar sua viabilidade e reparar o defeito da parede abdominal. O uso de tela de polipropileno é o padrão ouro para o reparo de hérnias incisionais, mesmo em casos de urgência, pois reduz significativamente as taxas de recorrência, desde que o campo cirúrgico não esteja grosseiramente contaminado.
Sinais de alerta incluem dor intensa e persistente na hérnia, abaulamento irredutível, sinais de obstrução intestinal (náuseas, vômitos, distensão), hiperemia ou endurecimento da pele sobre a hérnia, e sinais sistêmicos como febre ou taquicardia.
Hérnia encarcerada é aquela cujo conteúdo não pode ser reduzido manualmente, mas não há comprometimento vascular. Hérnia estrangulada é uma hérnia encarcerada com comprometimento do suprimento sanguíneo do conteúdo herniado, levando à isquemia e necrose.
A tela de polipropileno é um material protético não absorvível amplamente utilizado para reforçar a parede abdominal e reduzir a taxa de recorrência herniária, mesmo em cenários de urgência, desde que não haja contaminação grosseira ou necrose intestinal extensa.
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