INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2023
Uma paciente de 35 anos possui hérnia incisional em cicatriz mediana infraumbilical de moderado volume, decorrente de apendicectomia realizada há 10 anos, e colo herniário de cerca de 15 × 7 cm. Ela apresenta índice de massa corporal de 37 kg/m² e nega sintomas álgicos, tabagismo, etilismo e outras comorbidades. Em relação ao manejo pré-operatório dessa paciente, a conduta médica adequada, neste momento, é
Hérnia incisional + obesidade (IMC > 35-40) → perda ponderal pré-operatória para reduzir riscos e recidiva.
Paciente com hérnia incisional e obesidade grau II (IMC 37 kg/m²) deve ser encaminhada para tratamento multidisciplinar visando perda ponderal antes da correção cirúrgica. A obesidade aumenta significativamente o risco de complicações intra e pós-operatórias, além da taxa de recidiva da hérnia.
Hérnias incisionais são complicações comuns de cirurgias abdominais prévias, e sua correção cirúrgica é frequentemente necessária. No entanto, a presença de obesidade, definida por um Índice de Massa Corporal (IMC) elevado, representa um desafio significativo no manejo desses pacientes. A obesidade não só aumenta a complexidade técnica da cirurgia, mas também eleva substancialmente os riscos de complicações pós-operatórias e, mais criticamente, a taxa de recidiva da hérnia. Para pacientes com hérnia incisional e obesidade, especialmente com IMC acima de 35-40 kg/m², a conduta médica adequada envolve a otimização pré-operatória através da perda ponderal. Encaminhar a paciente para um tratamento multidisciplinar, que pode incluir acompanhamento nutricional, atividade física e, em alguns casos, farmacoterapia ou cirurgia bariátrica, é essencial. O objetivo é reduzir o IMC para uma faixa mais segura, diminuindo a pressão intra-abdominal e melhorando a cicatrização dos tecidos. A realização da cirurgia de hérnia sem a devida preparação em pacientes obesos pode levar a desfechos desfavoráveis, como infecções de sítio cirúrgico, seromas, deiscências e, a longo prazo, uma alta probabilidade de recidiva da hérnia. Portanto, a perda de peso pré-operatória é uma estratégia fundamental para melhorar os resultados cirúrgicos e a qualidade de vida do paciente, sendo um ponto crucial para o residente de cirurgia geral.
A obesidade aumenta o risco de complicações cirúrgicas como infecção do sítio cirúrgico, deiscência da ferida, complicações respiratórias e cardiovasculares. Além disso, o excesso de peso eleva a pressão intra-abdominal, contribuindo significativamente para a recidiva da hérnia após a correção.
Os riscos incluem maior dificuldade técnica intraoperatória, maior tempo cirúrgico, aumento da taxa de infecção de ferida, seroma, hematoma, deiscência, trombose venosa profunda, embolia pulmonar e, crucialmente, uma taxa de recidiva da hérnia muito mais alta.
O tratamento multidisciplinar, envolvendo nutricionistas, endocrinologistas, psicólogos e educadores físicos, é fundamental para auxiliar o paciente na perda de peso de forma saudável e sustentável, otimizando seu estado de saúde geral e minimizando os riscos cirúrgicos.
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