SUS-RR - Sistema Único de Saúde de Roraima — Prova 2021
As hérnias, em que há protrusão através da fáscia da parede abdominal anterior, são conhecidas como hérnias ventrais. Se são adquiridas após incisões cirúrgicas, são chamadas de hérnias incisionais. Sobre as hérnias incisionais, é correto afirmar:
Hérnias incisionais > 2-3cm: alta recidiva com fechamento primário sem tela.
Defeitos herniários maiores, especialmente os incisionais, requerem o uso de tela para reforço da parede abdominal. O fechamento primário sem tela em defeitos grandes está associado a taxas de recidiva inaceitavelmente altas, justificando a indicação de reparo com tela.
Hérnias incisionais são protrusões de conteúdo abdominal através de um defeito na parede abdominal em um local de incisão cirúrgica prévia. Elas representam uma complicação comum de cirurgias abdominais, com incidência que pode variar de 10% a 15%, e são um desafio terapêutico devido às altas taxas de recidiva. A compreensão dos fatores de risco, como obesidade, infecção de ferida, tabagismo e técnica de fechamento inadequada, é crucial para a prevenção. O diagnóstico é primariamente clínico, com a palpação de um abaulamento redutível no local da incisão. Exames de imagem, como ultrassonografia ou tomografia computadorizada, podem ser úteis para confirmar o diagnóstico, avaliar o conteúdo herniário e planejar a cirurgia. A fisiopatologia envolve a falha na cicatrização adequada da aponeurose, resultando em um ponto de fraqueza. O tratamento é cirúrgico e a escolha da técnica depende do tamanho do defeito, da presença de contaminação e das características do paciente. Para defeitos maiores que 2-3 cm, o reparo com tela é o padrão-ouro, pois o fechamento primário simples está associado a taxas de recidiva inaceitavelmente altas. As telas podem ser colocadas em diferentes planos (onlay, sublay, inlay, intraperitoneal) e a abordagem pode ser aberta ou laparoscópica, cada uma com suas vantagens e desvantagens em termos de complicações como seroma, infecção e dor.
Defeitos herniários incisionais maiores que 2-3 cm geralmente têm indicação de reparo com tela devido ao alto risco de recidiva com o fechamento primário simples.
O uso de tela proporciona um reforço mecânico à parede abdominal, distribuindo a tensão e reduzindo significativamente as taxas de recidiva em comparação com o fechamento primário.
As complicações incluem seroma, infecção da tela, dor crônica, migração da tela e, mais raramente, fístulas. A escolha da tela e a técnica cirúrgica são importantes para minimizá-las.
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