UFMA/HU-UFMA - Hospital Universitário da UFMA (MA) — Prova 2021
Paciente do sexo feminino, 55 anos de idade, com história de laparotomia mediana há 2 anos devido à diverticulite colônica e peritonite fecal. No 6º mês após a cirurgia, notou o surgimento de abaulamento mediano, redutível, doloroso em topografia da cicatriz cirúrgica. Realizou tomografia computadorizada do abdome que evidenciou a presença de hérnia incisional mediana em região mesogástrica medindo 12x5 cm (comprimento x largura). Em relação à hérnia incisional, assinale a alternativa CORRETA:
Hérnia incisional grande (12x5cm) → reparo com tela retrorretal (Rives) é técnica adequada para fechamento sem tensão.
A técnica de Rives (reparo retrorretal) é indicada para hérnias incisionais de médio a grande porte, pois permite o fechamento da linha média sem tensão e a colocação da tela em um plano bem vascularizado, com menor risco de infecção e recidiva.
Hérnias incisionais são complicações comuns após laparotomias, com incidência que pode chegar a 20%. Fatores de risco incluem obesidade, infecção de sítio cirúrgico, doença pulmonar obstrutiva crônica e alterações no metabolismo do colágeno. O diagnóstico é clínico, confirmado por exames de imagem como a tomografia computadorizada. A fisiopatologia envolve uma falha na cicatrização da fáscia abdominal. O tratamento é cirúrgico, e a escolha da técnica depende do tamanho da hérnia, presença de contaminação e características do paciente. A técnica de Rives, ou reparo retrorretal, é uma opção robusta para hérnias maiores, permitindo a colocação de uma tela sintética em um plano anatômico com boa vascularização, minimizando a tensão e otimizando os resultados a longo prazo. O manejo adequado das hérnias incisionais é crucial para evitar recidivas e melhorar a qualidade de vida do paciente. A compreensão das diferentes técnicas, como a de Rives, e a seleção apropriada do material da tela (sintética vs. biológica) são fundamentais para o residente de cirurgia, visando a melhor abordagem terapêutica e a prevenção de complicações pós-operatórias.
A técnica de Rives é indicada para hérnias incisionais de médio a grande porte, especialmente aquelas com perda de substância ou que necessitam de fechamento da linha média sem tensão, proporcionando um plano seguro para a tela.
Telas sintéticas (ex: polipropileno) são duráveis e de baixo custo, ideais para campos limpos. Telas biológicas são usadas em campos contaminados ou pacientes de alto risco, mas com maior custo e sem superioridade comprovada em taxas de recidiva em casos limpos.
As complicações incluem infecção do sítio cirúrgico, seroma, hematoma, dor crônica, lesão de órgãos adjacentes e, mais importante, a recidiva herniária, que pode ser minimizada com técnicas adequadas e seleção de tela.
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