IFF/Fiocruz - Instituto Fernandes Figueira (RJ) — Prova 2020
Em pacientes com peritonite severa e sepse, tratados com abdome aberto (peritoniostomia) e eventual enxerto cutâneo, que evoluem com hérnia incisional sem fistulas entéricas, a reconstrução da parede abdominal deve ser realizada preferencialmente após
Reconstrução de hérnia incisional pós-abdome aberto por sepse → adiar por 12-24 meses para otimizar condições.
A reconstrução da parede abdominal após um abdome aberto por peritonite severa e sepse deve ser postergada por um período de 12 a 24 meses. Esse tempo permite a resolução completa do processo inflamatório, a estabilização clínica do paciente e a maturação dos tecidos, minimizando o risco de recidiva e complicações.
Pacientes que foram submetidos a um tratamento de abdome aberto (peritoniostomia) devido a peritonite severa e sepse frequentemente evoluem com hérnias incisionais complexas. A reconstrução da parede abdominal nesses casos é um desafio cirúrgico significativo e o timing da intervenção é crucial para o sucesso a longo prazo e para minimizar as complicações. A decisão de adiar a reconstrução por um período prolongado, geralmente de 12 a 24 meses, baseia-se na necessidade de permitir a completa resolução do processo inflamatório e infeccioso que levou à peritonite. Durante esse tempo, os tecidos cicatriciais amadurecem, a vascularização melhora e o estado nutricional do paciente pode ser otimizado, fatores essenciais para uma cicatrização adequada e para a integração de eventuais telas protéticas. Realizar a reconstrução precocemente, antes que o ambiente abdominal esteja completamente "limpo" e os tecidos recuperados, aumenta drasticamente o risco de recidiva da hérnia, infecção do sítio cirúrgico e outras complicações graves. A ausência de fístulas entéricas é um pré-requisito fundamental para considerar a reconstrução, pois a presença de contaminação entérica inviabilizaria o uso de materiais protéticos e aumentaria o risco de infecção.
O adiamento permite a resolução completa do processo inflamatório, a recuperação nutricional e a maturação dos tecidos, criando um ambiente mais favorável para a cirurgia e reduzindo o risco de recidiva e infecção.
A reconstrução precoce aumenta o risco de recidiva da hérnia, infecção do sítio cirúrgico, deiscência da ferida e outras complicações, devido à inflamação residual e à fragilidade dos tecidos.
Fatores como o estado nutricional do paciente, controle de comorbidades, ausência de infecção ativa, resolução completa da inflamação abdominal e a maturação das cicatrizes devem ser avaliados antes da reconstrução.
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