UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2025
Mulher de 50 anos busca atendimento por queixa de refluxo gastroesofágico. Refere sintomas há dez anos. Realizou endoscopia digestiva que demonstra cárdia posicionada adequadamente dentro do abdômen e um deslocamento ascendente do fundo gástrico para o mediastino. Essa hérnia hiatal deve ser classificada como tipo:
Cárdia no abdome + Fundo gástrico no tórax = Hérnia de Hiato Tipo II (Paraesofágica).
A hérnia tipo II ocorre quando a junção esofagogástrica está fixada corretamente, mas o fundo gástrico hernia para o mediastino através do hiato diafragmático.
As hérnias de hiato são classificadas com base na posição da junção esofagogástrica (JEG) e do fundo gástrico em relação ao diafragma. A Tipo I representa 95% dos casos e está fortemente associada à DRGE. A Tipo II, ou paraesofágica 'pura', é rara e caracteriza-se por um defeito no ligamento frenoesofágico que permite a ascensão do fundo gástrico. O diagnóstico é geralmente feito por Endoscopia Digestiva Alta (EDA) ou seriografia (REED). Na EDA, a visualização da JEG em posição normal com uma abertura hiatal adjacente por onde o fundo gástrico protrui confirma o Tipo II. O manejo cirúrgico visa reduzir o conteúdo, ressecar o saco herniário e reforçar o hiato.
Tipo I (Deslizamento): Deslocamento da JEG para cima. Tipo II (Paraesofágica): JEG no lugar, mas o fundo gástrico hernia. Tipo III (Mista): JEG e fundo gástrico no tórax. Tipo IV: Presença de outros órgãos (cólon, baço) no saco herniário.
Diferente da tipo I, a hérnia tipo II tem maior risco de complicações mecânicas graves, como volvo gástrico, estrangulamento e necrose isquêmica do fundo gástrico, devido ao encarceramento da porção herniada.
Tradicionalmente, recomendava-se cirurgia para todas as hérnias paraesofágicas devido ao risco de complicações. Atualmente, em pacientes assintomáticos e idosos, pode-se considerar observação vigilante, mas a maioria dos casos sintomáticos exige reparo cirúrgico (hiatoplastia e fundoplicatura).
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