SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2025
Homem, 51 anos. Pirose, regurgitação e discreta disfagia há 6 meses.Obeso, IMC – 32 Kg/m². EDA – Esofagite moderada (aspecto de Barret) e hérnia hiatal. Em relação a essa situação clínica, podemos afirmar que
Hérnias de hiato tipo II (paraesofágica pura) e III (mista) são consideradas paraesofágicas.
A classificação das hérnias de hiato é fundamental para a conduta. As hérnias tipo I (deslizamento) são as mais comuns e geralmente tratadas clinicamente, enquanto as tipo II e III, que envolvem a migração de outras estruturas abdominais para o tórax, são consideradas paraesofágicas e frequentemente requerem intervenção cirúrgica devido ao risco de complicações.
A hérnia de hiato é uma condição comum onde parte do estômago se projeta através do diafragma para o tórax. Sua classificação é crucial para o manejo clínico e cirúrgico. A hérnia de hiato tipo I, ou de deslizamento, é a mais frequente, caracterizada pelo deslocamento da junção esofagogástrica para o mediastino. As hérnias tipo II (paraesofágica pura), tipo III (mista) e tipo IV (com outros órgãos herniados) são coletivamente chamadas de hérnias paraesofágicas. Enquanto a hérnia de deslizamento é frequentemente associada à Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) e geralmente tratada clinicamente, as hérnias paraesofágicas apresentam maior risco de complicações graves como encarceramento, estrangulamento e volvo gástrico, justificando a indicação cirúrgica na maioria dos casos. A presença de esôfago de Barret, uma metaplasia intestinal do epitélio esofágico devido ao refluxo crônico, é uma complicação da DRGE e não uma indicação direta para esofagectomia, a menos que haja displasia de alto grau ou adenocarcinoma. Para residentes, é essencial diferenciar os tipos de hérnia e compreender suas implicações terapêuticas. O tratamento cirúrgico da DRGE, como a fundoplicatura, visa restaurar a barreira antirrefluxo, mas sua indicação é específica e não se baseia apenas na presença de uma hérnia de hiato, mas sim na falha do tratamento clínico ou na presença de complicações graves.
Existem quatro tipos principais: Tipo I (de deslizamento), onde a junção gastroesofágica desliza para o tórax; Tipo II (paraesofágica pura), onde o fundo gástrico hernia ao lado do esôfago; Tipo III (mista), uma combinação dos tipos I e II; e Tipo IV, onde outros órgãos abdominais também herniam.
O tratamento cirúrgico é geralmente indicado para hérnias paraesofágicas (tipos II, III e IV) devido ao risco de complicações como encarceramento, estrangulamento ou volvo gástrico. Para hérnias de deslizamento (tipo I), a cirurgia é considerada em casos de falha do tratamento clínico da DRGE ou complicações graves.
O esôfago de Barret é uma complicação da DRGE crônica, caracterizada por metaplasia intestinal do epitélio esofágico. A hérnia de hiato, especialmente a de deslizamento, pode contribuir para a DRGE e, consequentemente, para o desenvolvimento do esôfago de Barret.
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