AMRIGS - Associação Médica do Rio Grande do Sul — Prova 2025
Sobre as hérnias de hiato, é INCORRETO afirmar que:
Pressão intratorácica é NEGATIVA, não positiva, dificultando a migração visceral para o tórax.
A pressão intratorácica é fisiologicamente negativa em relação à pressão intra-abdominal. Essa diferença de pressão atua como uma barreira natural contra a migração de órgãos abdominais para o tórax. Portanto, uma pressão intratorácica positiva não facilitaria, mas sim dificultaria a formação de hérnias de hiato.
As hérnias de hiato são condições comuns que envolvem a protrusão de parte do estômago ou outras vísceras abdominais através do hiato esofágico do diafragma para a cavidade torácica. Elas são classificadas em tipos, sendo a hérnia por deslizamento (tipo I) a mais frequente e frequentemente associada à doença do refluxo gastroesofágico (DRGE), enquanto as hérnias paraesofágicas (tipos II, III e IV) podem apresentar complicações mais graves como volvo gástrico e estrangulamento. A fisiopatologia envolve uma combinação de fatores, incluindo a fraqueza da membrana frenoesofágica (ligamento de Laimer e ligamento de Allison), que normalmente ancora o esôfago ao diafragma, e o aumento crônico da pressão intra-abdominal. É crucial entender que a pressão intratorácica é fisiologicamente negativa em relação à pressão abdominal, e essa diferença de pressão é um fator que, quando somado à fraqueza hiatal, permite a migração visceral. O diagnóstico é feito por exames como endoscopia digestiva alta, seriografia esofagogástrica e manometria esofágica. O tratamento varia desde medidas clínicas para controle da DRGE em hérnias por deslizamento até a correção cirúrgica em hérnias paraesofágicas sintomáticas ou complicadas, visando restaurar a anatomia e prevenir complicações.
Os principais tipos são a hérnia de hiato por deslizamento (tipo I), onde a junção gastroesofágica e parte do estômago deslizam para o tórax, e a hérnia paraesofágica (tipo II, III e IV), onde o fundo gástrico ou outras vísceras herniam ao lado do esôfago.
A membrana frenoesofágica é uma extensão da fáscia endoabdominal que ancora o esôfago ao diafragma. Sua fragilidade ou alongamento contribui para a formação e progressão das hérnias de hiato.
A pressão intra-abdominal é geralmente positiva, enquanto a intratorácica é negativa. Essa diferença de pressão, somada à fraqueza do hiato esofágico e da membrana frenoesofágica, favorece a migração de estruturas abdominais para o tórax.
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