UNESC - Centro Universitário do Espírito Santo — Prova 2025
As hérnias hiatais paraesofágicas tipo III envolvem a migração da junção esofagogástrica e do fundo gástrico para o mediastino. Com base na fisiopatologia dessa condição, qual dos mecanismos a seguir contribui de forma mais relevante para o desenvolvimento das hérnias hiatais paraesofágicas tipo III?
Refluxo crônico → enfraquecimento do ligamento frenoesofágico → migração da JEG e fundo gástrico.
A hérnia tipo III (mista) envolve tanto o deslizamento da JEG quanto o rolamento do fundo gástrico, sendo o enfraquecimento ligamentar por refluxo um fator fisiopatológico central.
As hérnias hiatais são classificadas em quatro tipos. O tipo I é a de deslizamento (mais comum). O tipo II é a paraesofágica verdadeira (rolamento do fundo com JEG tópica). O tipo III é a mista, onde há falha na fixação ligamentar permitindo a subida de ambos. O tipo IV envolve outros órgãos (cólon, baço). O entendimento da anatomia do ligamento frenoesofágico é crucial para compreender a transição da tipo I para a tipo III.
A hérnia hiatal tipo III, ou mista, é caracterizada pela migração tanto da junção esofagogástrica (JEG) quanto do fundo gástrico para o interior do mediastino através do hiato diafragmático. Ela combina elementos da tipo I (deslizamento) e da tipo II (rolamento).
O ligamento frenoesofágico é a principal estrutura de fixação da junção esofagogástrica ao diafragma. Seu enfraquecimento, muitas vezes exacerbado por processos inflamatórios como o refluxo crônico, permite a ascensão das estruturas gástricas para o tórax.
O refluxo gastroesofágico crônico causa inflamação e encurtamento do esôfago, além de fragilizar os tecidos de sustentação no hiato, facilitando a herniação progressiva da JEG e do estômago.
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