AMRIGS - Associação Médica do Rio Grande do Sul — Prova 2025
Sobre as hérnias hiatais paraesofágicas, assinale a alternativa correta.
Hérnia hiatal paraesofágica → sintomas mecânicos (saciedade precoce, disfagia, dor torácica) são comuns e indicam reparo cirúrgico.
As hérnias hiatais paraesofágicas (tipos II, III e IV) são caracterizadas pela migração de parte do estômago (e outras vísceras) para o tórax ao lado do esôfago. Os sintomas são predominantemente mecânicos, como saciedade precoce, disfagia, dor torácica e, em casos graves, complicações como volvo gástrico ou sangramento.
As hérnias hiatais paraesofágicas (tipos II, III e IV) representam uma condição em que uma porção do estômago, ou até outras vísceras abdominais, se hernia para o tórax através do hiato esofágico do diafragma, ao lado do esôfago. Diferentemente da hérnia hiatal por deslizamento (tipo I), onde a junção esofagogástrica se desloca para cima, nas paraesofágicas a junção geralmente permanece em sua posição anatômica ou se desloca minimamente. A prevalência é menor que a tipo I, mas o risco de complicações é significativamente maior. A fisiopatologia envolve a frouxidão dos ligamentos frenoesofágicos e o alargamento do hiato, permitindo a migração de estruturas abdominais. Os sintomas são predominantemente mecânicos devido à compressão e distorção do estômago e esôfago. Saciedade precoce, disfagia, odinofagia, dor torácica pós-prandial e anemia por sangramento crônico são queixas comuns. O diagnóstico é feito por exames de imagem como radiografia contrastada, endoscopia e tomografia. A conduta para hérnias hiatais paraesofágicas é geralmente cirúrgica, mesmo em pacientes assintomáticos ou com sintomas leves, devido ao risco de complicações graves como volvo gástrico, estrangulamento e obstrução. O reparo cirúrgico visa reduzir o saco herniário, fechar o defeito hiatal e fixar o estômago para prevenir a recorrência.
Existem quatro tipos principais: Tipo I (por deslizamento), onde a junção esofagogástrica desliza para o tórax; Tipo II (paraesofágica pura), onde o fundo gástrico hernia ao lado do esôfago; Tipo III (mista), combinação de I e II; e Tipo IV, com outras vísceras abdominais herniadas.
As hérnias paraesofágicas, especialmente as tipos II, III e IV, têm maior risco de complicações graves como volvo gástrico, estrangulamento, obstrução e sangramento, justificando uma abordagem cirúrgica mais agressiva.
Sintomas como saciedade precoce, disfagia, dor torácica, anemia por sangramento crônico, ou evidência de volvo gástrico são indicações claras para o reparo cirúrgico, mesmo que os sintomas sejam leves.
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