UNIRG - Universidade de Gurupi (TO) — Prova 2021
Paciente de 45 anos, com quadro de disfagia e desconforto retroesternal, realizou endoscopia digestiva alta e foi indicado tratamento cirúrgico devido ao risco de isquemia gástrica. O diagnóstico mais provável evidenciado na endoscopia digestiva alta foi de:
Hérnia hiatal paraesofágica → disfagia, dor retroesternal, risco de volvo/isquemia gástrica.
A hérnia hiatal paraesofágica (tipo II ou mista) é caracterizada pela migração de parte do estômago para o tórax ao lado do esôfago. Diferente da hérnia por deslizamento, ela tem maior risco de complicações graves como volvo gástrico e isquemia, justificando a indicação cirúrgica mesmo na ausência de sintomas severos.
A hérnia hiatal paraesofágica é uma condição em que uma porção do estômago se hernia através do hiato esofágico do diafragma, posicionando-se ao lado do esôfago. Embora menos comum que a hérnia por deslizamento (tipo I), é clinicamente mais relevante devido ao seu potencial de complicações graves. A prevalência aumenta com a idade, e é crucial para residentes reconhecerem seus sinais e riscos. A fisiopatologia envolve o afrouxamento dos ligamentos frenoesofágicos, permitindo a migração do fundo gástrico para o tórax. Os sintomas incluem disfagia, dor retroesternal, saciedade precoce e, em casos de volvo gástrico, dor intensa, vômitos e incapacidade de passar sonda nasogástrica. O diagnóstico é confirmado por endoscopia digestiva alta e exames de imagem como a seriografia esofagogastroduodenal ou tomografia. O tratamento da hérnia hiatal paraesofágica é predominantemente cirúrgico, mesmo em pacientes assintomáticos, devido ao alto risco de complicações como volvo gástrico, obstrução e isquemia gástrica, que podem ser fatais. A cirurgia visa reduzir o estômago para a cavidade abdominal, reparar o defeito hiatal e, frequentemente, realizar uma fundoplicatura para prevenir o refluxo gastroesofágico.
Os sintomas incluem disfagia, dor retroesternal, saciedade precoce e, em casos graves, sintomas de obstrução ou isquemia gástrica, como dor intensa e vômitos.
Devido à migração do estômago para o tórax, pode ocorrer torção axial (volvo gástrico), comprometendo o suprimento sanguíneo e levando à isquemia, uma complicação grave e potencialmente fatal.
Devido ao risco de complicações graves como volvo e isquemia gástrica, o tratamento cirúrgico é frequentemente indicado para hérnias paraesofágicas, mesmo em pacientes assintomáticos ou com sintomas leves.
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