USP/HCFMUSP - Hospital das Clínicas da FMUSP (SP) — Prova 2020
Mulher de 60 anos de idade refere dor epigástrica, tosse e náuseas após as refeições há cerca de 1 ano. Realizou uma radiografia de tórax com a imagem abaixo: Qual é o diagnóstico mais provável?
Dor epigástrica, tosse, náuseas pós-refeição + imagem de nível hidroaéreo em tórax = Hérnia gástrica hiatal.
A hérnia gástrica hiatal, especialmente a paraesofágica, pode apresentar sintomas atípicos como tosse e náuseas, além da dor epigástrica. A radiografia de tórax pode revelar a presença de uma bolha gástrica ou nível hidroaéreo no mediastino, acima do diafragma, sendo um achado diagnóstico importante.
A hérnia gástrica hiatal é uma condição comum onde uma porção do estômago protrui através do hiato esofágico do diafragma para a cavidade torácica. Embora muitas vezes assintomática, pode causar uma variedade de sintomas gastrointestinais e, ocasionalmente, respiratórios. Sua prevalência aumenta com a idade e fatores como obesidade e aumento da pressão intra-abdominal. Os sintomas podem variar desde os clássicos de refluxo gastroesofágico (pirose, regurgitação) até manifestações atípicas como dor epigástrica, náuseas pós-refeição, tosse crônica, disfagia e dor torácica. O diagnóstico é frequentemente suspeitado por radiografia de tórax, que pode mostrar uma imagem de nível hidroaéreo ou bolha gástrica acima do diafragma. Exames como esofagograma baritado e endoscopia digestiva alta são confirmatórios e ajudam a classificar o tipo de hérnia. O tratamento depende do tipo e da gravidade dos sintomas. Hérnias por deslizamento são geralmente manejadas clinicamente com inibidores da bomba de prótons para controlar o refluxo. Hérnias paraesofágicas, devido ao maior risco de complicações como volvo gástrico e estrangulamento, podem requerer correção cirúrgica, mesmo em pacientes assintomáticos ou com sintomas leves. A compreensão da apresentação clínica e dos métodos diagnósticos é vital para o manejo adequado.
Os sintomas comuns incluem dor epigástrica, pirose, regurgitação, disfagia, náuseas pós-refeição e, em casos atípicos, tosse crônica, rouquidão e dor torácica não cardíaca.
O diagnóstico pode ser sugerido por uma radiografia de tórax que mostra uma bolha de gás ou nível hidroaéreo retrocardíaco ou no mediastino. O esofagograma baritado e a endoscopia digestiva alta são exames mais específicos para confirmação e classificação.
Na hérnia por deslizamento, a junção gastroesofágica e parte do estômago deslizam para o tórax. Na hérnia paraesofágica, a junção permanece no abdome, mas uma porção do fundo gástrico hernia para o tórax ao lado do esôfago, com maior risco de complicações.
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