SES-PB - Secretaria de Estado de Saúde da Paraíba — Prova 2024
Uma mulher de 82 anos apresentou-se a um serviço de urgência com dor abdominal, náuseas e vômitos, desde cinco dias antes da admissão. Durante o exame físico, apresentava-se com distensão abdominal difusa, dor abdominal leve e difusa, sem sinais de peritonite. Foi realizada uma tomografia computadorizada de abdome e pelve que mostrou a passagem de alças intestinais medialmente aos vasos femorais e abaixo do ligamento inguinal esquerdo, gerando quadro de obstrução intestinal em nível de íleo distal e indicada laparotomia de emergência. Com relação à condição anatômica que originou a situação clínica disposta, pode-se afirmar que:
Hérnia femoral = defeito adquirido, mais comum em mulheres, alto risco de encarceramento/estrangulamento devido ao colo estreito.
A hérnia femoral é um defeito adquirido na parede abdominal, mais comum em mulheres idosas, onde as alças intestinais passam medialmente aos vasos femorais e abaixo do ligamento inguinal. Seu colo estreito no anel femoral a torna particularmente suscetível a encarceramento e estrangulamento, levando a quadros de obstrução intestinal, como o descrito na questão.
A hérnia femoral, também conhecida como hérnia crural, é uma protusão de conteúdo abdominal através do anel femoral, medialmente aos vasos femorais e inferiormente ao ligamento inguinal. É um defeito adquirido da parede abdominal, mais comum em mulheres idosas, especialmente multíparas, e representa cerca de 2-4% de todas as hérnias da parede abdominal. Sua importância clínica reside no alto risco de encarceramento e estrangulamento, que pode levar à obstrução intestinal e necrose tecidual. A fisiopatologia da hérnia femoral está relacionada à fraqueza da parede abdominal e ao aumento da pressão intra-abdominal, permitindo a passagem de alças intestinais ou omento pelo anel femoral. O diagnóstico é feito pela palpação de uma massa na região da virilha/coxa, medial aos vasos femorais. Em casos de encarceramento ou estrangulamento, o paciente pode apresentar dor intensa, náuseas, vômitos e sinais de obstrução intestinal, como distensão abdominal e ausência de eliminação de gases e fezes. O tratamento da hérnia femoral é sempre cirúrgico, devido ao alto risco de complicações. Em casos de encarceramento ou estrangulamento, como o descrito na questão, a cirurgia de emergência (laparotomia) é indicada para reduzir o conteúdo herniário, avaliar a viabilidade intestinal e reparar o defeito. O prognóstico é bom com intervenção precoce, mas a morbimortalidade aumenta significativamente em casos de estrangulamento e necrose intestinal.
A hérnia femoral ocorre através do anel femoral, medialmente aos vasos femorais e inferiormente ao ligamento inguinal. Possui um colo estreito e rígido, o que aumenta significativamente o risco de encarceramento e estrangulamento.
A maior largura da pelve feminina e a conformação do anel femoral, que é relativamente maior e mais fraco em mulheres, contribuem para a maior incidência de hérnias femorais neste sexo, especialmente em multíparas e idosas.
O principal risco é o encarceramento e o estrangulamento, devido ao colo estreito e rígido do anel femoral. Isso pode comprometer rapidamente o suprimento sanguíneo do conteúdo herniado, levando à isquemia, necrose e perfuração intestinal, exigindo laparotomia de emergência.
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