INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2025
Paciente feminina de 78 anos, com 24 horas de evolução de dor e abaulamento progressivo em região inguinal direita. Apresentou também alguns episódios de vômitos e diminuição da eliminação de flatos. Antecedentes: neoplasia de mama há 30 anos, diabetes mellitus há 20 anos e tabagista de 40 maços/ano. Ao exame estava normotensa, eucárdica, afebril, eupneica. Índice de massa corporal de 35 kg/m². Abdome globoso, depressível, com abaulamento não redutível e desconforto à palpação em região inguinal direita, com discreta hiperemia local e sem sinais de irritação peritoneal. Resultados dos exames laboratoriais: | Exame | Resultado | Valor de referência | |---|---|---| | Hemoglobina | 13 g/dL | 11 a 15 g/dL | | Leucocitos | 10.300/mL | 4.000 a 11.000/mL | | Plaquetas | 261.000/mm³ | 150 a 300.000/mm³ | | Creatinina | 1,8 mg/dL | 0,7 a 1,3 mg/dL | | Ureia | 65 mg/dL | 40 a 80 mg/dL | A hipótese diagnóstica mais provável é
Idosa, dor inguinal, abaulamento não redutível + obstrução intestinal → Hérnia femoral encarcerada.
Hérnias femorais são mais comuns em mulheres idosas e obesas, com alto risco de encarceramento e estrangulamento devido ao anel estreito. A presença de dor, abaulamento irredutível e sinais de obstrução intestinal exige intervenção cirúrgica urgente.
A hérnia femoral encarcerada é uma condição cirúrgica de emergência que exige reconhecimento e intervenção rápidos. É mais prevalente em mulheres idosas e multíparas, bem como em pacientes com aumento da pressão intra-abdominal, como obesidade e tabagismo. A importância clínica reside no alto risco de estrangulamento, uma complicação grave que pode levar à isquemia e necrose intestinal, com morbimortalidade significativa. Fisiopatologicamente, a hérnia femoral ocorre quando o conteúdo abdominal protrui através do canal femoral, abaixo do ligamento inguinal. O encarceramento acontece quando o conteúdo herniário fica preso e não pode ser reduzido manualmente. O anel femoral, por ser mais estreito e rígido, predispõe a essa complicação. O diagnóstico é primariamente clínico, baseado na história de dor inguinal aguda, abaulamento irredutível e sinais de obstrução intestinal. Exames laboratoriais podem mostrar leucocitose e elevação de marcadores inflamatórios em casos de estrangulamento. O tratamento da hérnia femoral encarcerada é cirúrgico e deve ser realizado o mais rápido possível para evitar o estrangulamento e suas consequências. A cirurgia envolve a redução do conteúdo herniário e o reparo do defeito da parede abdominal. O prognóstico é geralmente bom se a intervenção for precoce, mas atrasos podem resultar em ressecção intestinal e aumento das complicações pós-operatórias. É crucial diferenciar de outras causas de dor inguinal e obstrução intestinal.
Os sinais incluem dor aguda na região inguinal, abaulamento não redutível, e sintomas de obstrução intestinal como náuseas, vômitos e diminuição da eliminação de flatos. Pode haver hiperemia local e sensibilidade à palpação.
A hérnia femoral protrui através do anel femoral, abaixo do ligamento inguinal, sendo mais comum em mulheres idosas. A hérnia inguinal indireta protrui através do anel inguinal profundo, acima do ligamento, e é mais comum em homens.
O anel femoral é mais estreito e rígido em comparação com o anel inguinal, o que facilita o encarceramento do conteúdo herniário e, consequentemente, o estrangulamento, que é a isquemia do tecido herniado.
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