HOB - Hospital Oftalmológico de Brasília (DF) — Prova 2023
Sobre as hérnias de parede abdominal, é CORRETO afirmar:
Hérnia femoral e umbilical são mais comuns em mulheres; inguinal indireta é a mais comum em geral.
A hérnia femoral é mais comum em mulheres devido à anatomia pélvica mais larga, e a hérnia umbilical, embora comum em ambos os sexos, tem maior prevalência em mulheres adultas, especialmente multíparas. A técnica de Lichtenstein é padrão-ouro para hérnias inguinais, não epigástricas, e as hérnias inguinais indiretas são de fato as mais frequentes (cerca de 2/3 das inguinais).
As hérnias de parede abdominal são condições comuns na prática cirúrgica, caracterizadas pela protrusão de um órgão ou tecido através de um orifício ou área de fraqueza na parede muscular. A compreensão da anatomia, epidemiologia e técnicas cirúrgicas é fundamental para residentes. As hérnias inguinais são as mais frequentes, representando cerca de 75% de todas as hérnias da parede abdominal, sendo dois terços delas indiretas. A prevalência das hérnias varia conforme o tipo e o sexo. Enquanto as hérnias inguinais são predominantemente masculinas, as hérnias femorais e umbilicais são mais comuns em mulheres. A hérnia femoral, em particular, apresenta maior risco de encarceramento e estrangulamento devido ao seu colo estreito. A hérnia umbilical, embora comum em recém-nascidos (com fechamento espontâneo na maioria dos casos), em adultos é mais prevalente em mulheres multíparas e em pacientes com aumento da pressão intra-abdominal. O tratamento das hérnias é cirúrgico, com diversas técnicas disponíveis. A técnica de Lichtenstein, que utiliza uma tela protética para reforçar a parede posterior do canal inguinal, é amplamente aceita como padrão-ouro para hérnias inguinais devido às suas baixas taxas de recidiva. Outros tipos de hérnias, como as epigástricas e lombares (sendo as do triângulo de Grynfeltt mais comuns que as de Petit), também requerem abordagem cirúrgica, com a escolha da técnica dependendo da localização, tamanho e características do paciente.
A hérnia inguinal indireta é congênita, passa pelo anel inguinal profundo (lateral aos vasos epigástricos inferiores) e segue o trajeto do cordão espermático/ligamento redondo. A hérnia inguinal direta é adquirida, protrude diretamente pela parede posterior do canal inguinal (triângulo de Hesselbach, medial aos vasos epigástricos inferiores).
A hérnia femoral é mais comum em mulheres devido à maior largura da pelve feminina e à maior pressão intra-abdominal associada à gravidez e partos múltiplos, que podem enfraquecer a parede abdominal na região do canal femoral.
A técnica de Lichtenstein é considerada padrão-ouro para a correção de hérnias inguinais devido à sua baixa taxa de recidiva. Ela envolve o reparo sem tensão da parede posterior do canal inguinal com o uso de uma tela protética, reforçando a área enfraquecida.
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