FMABC - Faculdade de Medicina do ABC Paulista (SP) — Prova 2025
Uma mulher, 75 anos, vem à consulta com queixa de dor em região inguinal esquerda. Ao exame físico, apresenta herniação redutível em anel femoral esquerdo. Sobre as hérnias femorais, é correto afirmar que:
Hérnia femoral → Mais comum em mulheres e possui o maior risco de encarceramento entre as hérnias inguinais.
Embora a hérnia inguinal seja a mais comum globalmente, a hérnia femoral é desproporcionalmente mais frequente em mulheres e representa 20-30% dos seus reparos de hérnia na região inguinal.
As hérnias femorais (ou crurais) protruem através do canal femoral, abaixo do ligamento inguinal. Elas são mais comuns em mulheres multíparas e idosas devido às alterações na anatomia da pelve e enfraquecimento dos tecidos. Representam um desafio clínico pois frequentemente se apresentam já como urgências cirúrgicas devido ao encarceramento. Estatisticamente, as hérnias femorais compõem uma minoria das hérnias da região inguinal (cerca de 5-10% no geral), mas em mulheres, essa proporção sobe para 20-30%. O diagnóstico diferencial deve incluir linfonodomegalias inguinais e varizes da veia safena. O tratamento cirúrgico moderno frequentemente utiliza abordagens pré-peritoneais ou laparoscópicas para cobrir tanto o espaço inguinal quanto o femoral.
Não. A hérnia inguinal (especialmente a indireta) ainda é o tipo mais comum em mulheres, mas a hérnia femoral ocorre muito mais frequentemente no sexo feminino do que no masculino.
Devido à anatomia rígida e estreita do canal femoral, delimitado pelo ligamento lacunar, ligamento inguinal e veia femoral, o que dificulta a redução do conteúdo herniado.
Devido ao alto risco de estrangulamento (cerca de 40% em alguns estudos), o reparo cirúrgico eletivo é indicado logo após o diagnóstico, mesmo em pacientes assintomáticos.
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