Hérnia Epigástrica Encarcerada: Diagnóstico e Conduta

IAMSPE/HSPE - Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público - Hospital do Servidor (SP) — Prova 2025

Enunciado

Mulher, 52 anos, com dor abdominal e tumefação epigástrica há 4 horas, associada a náusea sem vômitos. Histórico de histerectomia laparotômica, herniorrafias umbilical e incisional suprapúbica. Ao exame físico, Regular estado geral, normocárdica, normotensa, desidratada 2+/4+. Abdome pouco distendido, com nodulação subcutânea dolorosa à meia distância entre cicatriz umbilical e apêndice xifóide, sem edema ou hiperemia, com alguma mobilidade sobre seu eixo em linha média da parede abdominal, compatível com hérnia não redutível. Com tal achado, assinale o tipo da hérnia referida, a complicação apresentada por sua clínica e sua respectiva conduta no Pronto Socorro:

Alternativas

  1. A) hérnia de Spiegel encarcerada; passagem de sonda nasogástrica e analgesia.
  2. B) hérnia supraumbilical estrangulada; herniorrafia de urgência.
  3. C) hérnia incisional encarcerada; tomografia de abdome.
  4. D) hérnia epigástrica encarcerada; herniorrafia de urgência.
  5. E) hérnia epigástrica encarcerada; tomografia de abdome.

Pérola Clínica

Hérnia de parede abdominal aguda, dolorosa e irredutível = Hérnia encarcerada → indicação de herniorrafia de urgência.

Resumo-Chave

Uma hérnia encarcerada é uma emergência cirúrgica, pois a irredutibilidade do conteúdo herniário pode evoluir para estrangulamento, com isquemia e necrose. Portanto, o diagnóstico clínico de encarceramento agudo indica abordagem cirúrgica de urgência.

Contexto Educacional

As hérnias da parede abdominal são protrusões de tecido ou órgãos através de um defeito na fáscia da parede abdominal. A hérnia epigástrica ocorre na linha alba, entre o apêndice xifoide e o umbigo. Embora muitas sejam assintomáticas, podem complicar com encarceramento (irredutibilidade) e estrangulamento (comprometimento vascular). O encarceramento ocorre quando o conteúdo herniário fica aprisionado no saco herniário, não podendo ser reduzido. Isso pode levar a um quadro de abdome agudo obstrutivo se houver alça intestinal envolvida. O diagnóstico é primariamente clínico, baseado na presença de uma massa dolorosa e irredutível na parede abdominal. O manejo de uma hérnia encarcerada sintomática é a herniorrafia de urgência. O objetivo é reduzir o conteúdo herniário, avaliar sua viabilidade (realizando ressecção se houver necrose) e corrigir o defeito da parede abdominal. Atrasar a cirurgia para realizar exames de imagem é um erro que aumenta o risco de complicações graves.

Perguntas Frequentes

Como diferenciar uma hérnia encarcerada de uma estrangulada?

Uma hérnia encarcerada é aquela cujo conteúdo não pode ser reduzido. Uma hérnia estrangulada é uma hérnia encarcerada com comprometimento do suprimento sanguíneo, levando à isquemia. Clinicamente, o estrangulamento se manifesta com dor mais intensa, sinais flogísticos locais (edema, hiperemia) e sinais sistêmicos (febre, leucocitose).

Qual a localização anatômica da hérnia epigástrica?

A hérnia epigástrica ocorre através de um defeito na linha alba, na linha média do abdome, em qualquer ponto entre o apêndice xifoide e a cicatriz umbilical. Geralmente contém gordura pré-peritoneal ou, menos comumente, omento ou alças intestinais.

Por que a cirurgia é urgente em uma hérnia encarcerada?

A cirurgia é urgente para liberar o conteúdo herniário aprisionado e avaliar sua viabilidade. O encarceramento prolongado pode levar ao estrangulamento, com necrose do tecido, perfuração, peritonite e sepse, aumentando drasticamente a morbimortalidade.

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