PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2023
Mulher de 29 anos queixa-se de lombalgia esquerda iniciada no dia anterior, após a realização de exercícios físicos intensos. Relata que a dor irradia pela região lateral da coxa esquerda até o pé e apresenta intensidade 4/10. Nega outros sintomas, incluindo febre, anormalidades intestinais ou urinárias. Nega comorbidades conhecidas. Ao exame físico, o teste de elevação da perna esquerda reproduz a dor do mesmo lado, e o teste com a perna direita não desencadeia nenhuma dor. O exame neurológico não apresenta anormalidades. Assinale a alternativa que apresente a causa MAIS PROVÁVEL do quadro clínico apresentado por essa paciente e a conduta MAIS ADEQUADA:
Lombalgia irradiada + Lasègue positivo + exame neurológico normal → Hérnia discal aguda; sem indicação de imagem inicial.
A apresentação clínica de lombalgia com irradiação para a perna (ciatalgia), desencadeada por esforço físico e com teste de elevação da perna reta (Lasègue) positivo, é altamente sugestiva de hérnia discal lombar. Na ausência de sinais de alarme (déficit neurológico progressivo, síndrome da cauda equina, febre, perda de peso), a conduta inicial é conservadora, sem necessidade de exames de imagem.
A hérnia discal lombar é uma causa comum de lombalgia com irradiação para a perna, conhecida como ciatalgia ou radiculopatia. Ocorre quando o núcleo pulposo do disco intervertebral se projeta através de uma ruptura no anel fibroso, comprimindo uma ou mais raízes nervosas. É mais frequente em adultos jovens e de meia-idade, muitas vezes precipitada por esforço físico ou movimentos inadequados da coluna. A fisiopatologia envolve a compressão mecânica e a inflamação química da raiz nervosa. Clinicamente, a dor é o sintoma predominante, caracteristicamente irradiada ao longo do dermátomo da raiz afetada. O exame físico é crucial, com o teste de elevação da perna reta (manobra de Lasègue) sendo um achado clássico e altamente sugestivo de radiculopatia. A ausência de déficits neurológicos significativos, febre, perda de peso inexplicada ou disfunção esfincteriana (bandeiras vermelhas) é fundamental para guiar a conduta. O tratamento inicial para a maioria dos casos de hérnia discal aguda é conservador, incluindo repouso relativo, analgésicos (AINEs), relaxantes musculares e fisioterapia. A melhora espontânea é comum, e exames de imagem como a ressonância magnética da coluna lombar são reservados para pacientes com sinais de alarme, dor refratária ao tratamento conservador por mais de 4-6 semanas, ou antes de uma intervenção cirúrgica. A cirurgia é considerada para casos de déficit neurológico progressivo, síndrome da cauda equina ou dor intratável.
Os sintomas típicos incluem dor lombar que irradia para a perna (ciatalgia), podendo chegar até o pé, geralmente unilateral. A dor pode ser agravada por movimentos e aliviada pelo repouso. Parestesias e fraqueza muscular podem ocorrer, dependendo da raiz nervosa afetada.
Exames de imagem não são indicados rotineiramente na fase aguda da lombalgia com ciatalgia, a menos que haja sinais de alarme (bandeiras vermelhas) como déficit neurológico progressivo, síndrome da cauda equina, suspeita de infecção, tumor ou trauma grave. Na maioria dos casos, o manejo inicial é conservador.
O teste de Lasègue é realizado elevando passivamente a perna estendida do paciente. Se a dor ciática for reproduzida entre 30 e 70 graus de elevação, é considerado positivo e sugere compressão da raiz nervosa, sendo um achado comum na hérnia discal lombar.
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